Transplante de células-tronco impede progressão da esclerose múltipla

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O primeiro grande estudo randomizado internacional sobre transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas na esclerose múltipla (EM) remitente-recorrente, o MIST, mostrou resultados sem precedentes: o tratamento estabilizou a doença e melhorou a incapacidade (disability) em pessoas que tiveram duas ou mais recidivas um ano antes de ingressar no trial.

Para esse ensaio, pesquisadores recrutaram 110 pacientes com EM remitente-recorrente, com recidivas frequentes apesar da terapia com fármacos. Os participantes foram randomizados para transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (n = 55) ou tratamento de primeira linha. A incapacidade foi medida através da Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke (EDSS).

Relembre a EDSS:

  • Os níveis mais baixos da escala (1,0 a 4,0) indicam pessoas que ainda são capazes de andar, mas têm algumas dificuldades com a visão, movimento, sensação, coordenação e controle da bexiga. Os níveis intermediários (4,5 a 6,5) são os indivíduos com dificuldades de mobilidade. Os níveis mais altos representam as deficiências mais graves, incluindo o confinamento total à cama.

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Transplante de MO na Esclerose Múltipla

Durante o período de follow-up, os níveis de incapacidade melhoraram significativamente após o transplante. A pontuação no EDSS dos pacientes que receberam células-tronco melhorou de uma média de 3,5 para 2,4. Naqueles que receberam tratamento padrão com drogas, os escores de EDSS foram de 3,3 para 3,9.

Um ano após o início do estudo, apenas um paciente no grupo de transplante sofreu uma recidiva, em comparação com 39 no grupo de tratamento medicamentoso. Com um follow-up médio de 3 anos, a falha do tratamento (medida pela progressão da incapacidade) foi de 6% no grupo de transplante e 60% no de tratamento com drogas.

Trinta pessoas do braço de tratamento com fármacos foram transferidas para o grupo de transplante após uma queda nas suas pontuações na EDSS; seus escores melhoraram de 5,2 para 2,6. Não foram registrados eventos adversos no grupo de transplante.

O estudo pretende acompanhar os pacientes por 5 anos.

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