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Transplante hepático para pacientes com hepatite alcoólica grave é eficaz?

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Um novo estudo analisou os desfechos de pacientes com hepatite alcoólica grave submetidos a transplante hepático precoce. Os resultados foram publicados em maio no periódico Gastroenterology.

Para esse estudo retrospectivo, pacientes com diagnóstico de hepatite alcoólica grave e sem diagnóstico prévio de doença hepática ou episódios de hepatite alcoólica foram submetidos a um transplante hepático precoce (antes de 6 meses de abstinência), entre 2006 e 2017, de 12 centros americanos.

Foram coletados dados sobre as características no baseline, perfis psicossociais, nível de consumo de álcool antes da hepatite alcoólica, evolução e tratamento da doença e desfechos. O intervalo de abstinência alcoólica foi definido como o tempo entre a ingestão da última bebida e a data do transplante. Os desfechos primários foram sobrevida e consumo de álcool após o transplante.

Desfechos do transplante hepático

Perfil dos participantes:

As taxas de sobrevivência após o transplante hepático foram de 94% em 1 ano (IC de 95%: 89% a 97%) e 84% aos 3 anos (IC de 95%: 75% a 90%).

Após a alta hospitalar, 72% estavam em abstinência, 18% tiveram recaídas e 11% mantiveram o consumo de álcool. A incidência cumulativa de qualquer consumo de álcool foi de 25% em 1 ano (IC de 95%: 18% a 34%) e 34% em 3 anos (IC de 95%: 25% a 44%); a de consumo sustentado de álcool foi de 10% em 1 ano (IC de 95%: 6% a 18%) e 17% em 3 anos (IC de 95%: 10% a 27%) e foi associado com aumento do risco de morte (hazard ratio, 4,59; P = 0,01).

Na análise multivariada, apenas os pacientes mais jovens foram associadas ao consumo de álcool pós-transplante (p = 0,01).

Pelos achados, os autores concluíram que a maioria dos pacientes sobrevive por 1 (94%) a 3 anos (84%). O consumo de álcool após o tratamento não foi frequente, mas foi positivamente associado ao aumento da mortalidade. Esses resultados apoiam o uso seletivo de transplante hepático como tratamento para a hepatite alcoólica grave.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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