Oncologia

Tratamento inovador para mutação de câncer de pulmão é aprovado no Brasil

Tempo de leitura: 3 min.

Foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o Tabrecta (dicloridrato de capmatinibe monoidratado), tratamento para câncer de pulmão metastático de células não pequenas com a mutação MET.

A medicação é indicada para primeira ou segunda linha de tratamento, independente da terapia anterior. Ela atende às necessidades de pacientes que frequentemente precisam de inovações para esse tipo de câncer.

“O câncer de pulmão de não pequenas células é uma doença complexa, com muitas mutações possíveis, o que pode dificultar o diagnóstico e o tratamento desta doença. Com a aprovação da Anvisa, podemos cuidar desta forma desafiadora de câncer com uma terapia direcionada, oferecendo esperança para os pacientes com esse diagnóstico”, disse André Abrahão, diretor médico da Novartis Oncologia, em um comunicado para a imprensa.

Leia também: Câncer de mama supera o pulmão como o tumor mais diagnosticado no mundo

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Dados do estudo

O medicamento foi reconhecido pela Food and Drug Administration (FDA) como uma terapia inovadora, demonstrando uma melhoria substancial nos pacientes em relação às terapias existentes.

A sua aprovação foi baseada nos resultados do estudo central GEOMETRY mono-1 Fase II em pacientes com mutação MET, que  obteve resposta de 68% entre pacientes sem tratamento e 41% entre os previamente tratados, respectivamente, com base na avaliação de um comitê de revisão independente.

O estudo ainda demonstrou uma duração mediana de resposta de 12,6 meses em pacientes sem tratamento e 9,7 meses em pacientes previamente tratados. Com relação ao perfil de segurança, uma incidência menor de 20% foi observada, com os seguintes sintomas mais recorrentes: náuseas, fadiga, vômitos, dispneia e redução de apetite.

“É como se cada mutação do câncer de pulmão correspondesse a uma doença diferente. Por isso mesmo, desenvolver uma medicina de precisão é fundamental para identificar o tratamento adequado de acordo com o perfil de cada paciente”, acrescentou André Abrahão.

Sobre o câncer de pulmão

O câncer de pulmão é a principal causa de óbitos por câncer em todo o mundo, em ambos os sexos. A cada dois milhões de diagnósticos anuais, 85% são de câncer de pulmão de não pequenas células e cerca de 70% dos pacientes têm uma mutação no gene MET, que ocorre em 3% a 4% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células metastático recém-diagnosticados.

No Brasil, esse tipo de câncer é um dos mais incidentes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente no ano passado foram diagnosticados mais de 30 mil casos.

Em fases mais avançadas, o prognóstico é ruim, com uma taxa de sobrevida geral em cinco anos de 20,5%. No entanto, em estágio inicial, apresenta melhor prognóstico e sendo mais suscetível ao tratamento.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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Publicado por
Úrsula Neves

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