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Trombose venosa profunda: transfusão de sangue aumenta risco da doença

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A trombose venosa profunda (TVP) é caracterizada pela apresentação de coágulos (trombos) nas veias do sistema venoso profundo. Em 80-95% dos casos, a TVP acomete os membros inferiores e a pelve. A European Society of Cardiology, publicou recentemente 10 keypoints para tratamento e diagnóstico da doença, entre as recomendações estão a administração de anticoagulantes orais, quando não houver contra-indicações, e uso de meias compressivas.

Além da idade, outros fatores de risco propiciam o surgimento da trombose venosa profunda como o câncer, imobilização por longos períodos e procedimentos cirúrgicos. Se não for tratada, a TVP pode evoluir para embolia pulmonar que pode causar, inclusive, a morte súbita.

Trombose venosa profunda x transfusão de sangue

Evidências obtidas de um banco de dados proveniente de centros cirúrgicos nos Estados Unidos e Canadá sugerem que a transfusão sanguínea está diretamente associada ao desenvolvimento de TVP nos pacientes. Uma pesquisa recente analisou informações de 750 mil pacientes de 525 hospitais da América do Norte. A maioria dos participantes era mulher (56,8%) e a idade média era de 58 anos.

Leia mais: Profilaxia de Trombose Venosa Profunda

O levantamento foi analisado entre 2016 e 2018 e os resultados foram publicados em outubro na revista Jama Surgery. No total, 47.410 indivíduos (6,3%) receberam pelo menos uma transfusão de sangue no perioperatório. Os desfechos primários observados foram o desenvolvimento de trombose venosa profunda e embolia pulmonar no prazo de 30 dias a partir da data da cirurgia.

Resultados

A pesquisa constatou que a trombose venosa profunda acometeu 4.336 pacientes (0,6%) e a embolia pulmonar ocorreu em 2514 indivíduos (0,3%). 541 participantes (0,1%) tiveram as duas doenças em comorbidade. A transfusão de sangue no perioperatório foi associada a uma maior probabilidade de desenvolver tromboembolismo venoso (Odds Ratio ajustada 2,.1; IC 95% [2,0-2,3]), TVP (OR ajustada 2,2; IC 95% [2,1-2,4]) e embolia pulmonar (OR ajustada 1,9; IC 95% [1,7-2,1]), independentemente dos fatores de risco.

Um maior risco no desenvolvimento de TVP foi observado de acordo com o número de transfusões sanguíneas por paciente, tanto no intra-operatório quanto no pós-operatório. Para apenas uma transfusão, o risco foi de 2,1 (IC 95%; 2,0-2,3); para duas transfusões a taxa foi de 3,1 (IC 95%; 1,7-5,7] e para ≥3 transfusões o índice foi de 4,5 [IC 95%; 1,0-19,4] em relação aos pacientes que não receberam nenhuma transfusão de sangue (P <0,001).

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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