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Uma epidemia de fake news: como combatê-la?

Tempo de leitura: 2 minutos.

“MPF proíbe vacina contra HPV”, “Uso do celular no escuro dá câncer de olho”, “Cura de diabetes com cápsula natural” são algumas das “fake news” (informações falsas) que circularam na internet nos últimos meses. Ao longo dos anos, a tecnologia potencializou a disseminação de informações, incluindo as falsas, e o impacto deste fenômeno pode ser devastador. Como podemos confiar nas informações com tantas “fake news”?

O tema, muito frequente na política, principalmente no período de eleições, também reflete na área da saúde. Para termos uma noção da dimensão do problema, desde março deste ano, quando o Ministério da Saúde montou um time para acompanhar as notícias falsas nas redes, mais de 185 temas enganosos foram encontrados e replicados entre milhões de usuários.

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As consequências desta disseminação de falsas informações é evidente. Parte da redução do índice de vacinação nacional tem sido impactado pelas notícias falsas relacionadas às vacinas. O caso do sarampo no país soa como alerta: 7 mortes e 1.553 casos foram notificados até o dia 28 de agosto, sendo que a doença é completamente evitável e essas mortes podem estar  relacionadas com “fake news” sobre a vacina.

A situação é tão preocupante que as próprias redes sociais têm tomado providências para tentar conter essa epidemia de notícias falsas. O Facebook realizou diversas ações, como alterar o algoritmo para que publicações suspeitas sejam automaticamente enviadas para checagem, medidas contra páginas que disseminam notícias falsas e mecanismos de verificação de fotos e vídeos.

Cabe lembrar que as pessoas são os principais vetores de disseminação das fake news nos grupos de whatsapp, facebook, twitter, dentre outros. Algumas dicas são valiosas para ajudarmos a evitar a disseminação destas falsas informações:

1- Verifique se a notícia foi realmente publicada e confira quem escreveu o texto.
2- Faça uma busca pelo título ou por um trecho do texto no Google para encontrar o conteúdo exato ou a mesma informação em outros sites. Busque a informação de preferência na fonte original. Se nada for encontrado, desconfie.
3- O objetivo de quem cria as falsas notícias é que ela viralize. Com frequência, será feito um pedido para compartilhar a informação com o maior número possível de pessoas
5- Procure por erros. As notícias falsas podem ter erros ortográficos ou de informação.
6- Confira quando a notícia foi publicada. Informações antigas e fora do contexto podem ganhar outro sentido na atualidade.
7- Só compartilhe conteúdos de veículos e profissionais que você confie e conheça.

Por último, gostaríamos de compartilhar uma página do Ministério da Saúde que foi criada especificamente para combate às “fake news” (clique aqui) Nela, é divulgado o que é ou não falso na área da saúde, além disso há um número de whatsapp para que qualquer cidadão possa esclarecer suas dúvidas sobre a veracidade das notícias.

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Autor:

Dayanna de Oliveira Quintanilha

Médica no Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: dayquintan@hotmail.com

Referências

  • https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/dicas-para-identificar-e-evitar-o-compartilhamento-de-fake-news-22012018#!/foto/8
  • https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/25/politica/1532531670_089900.html
  • https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/130177-facebook-lanca-programa-combater-fake-news-brasil.htm
  • https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/01/o-que-sao-fake-news-veja-dicas-para-identificar-boatos-na-internet.ghtml

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