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médicos cirurgiões se preparando para paciente com trauma com risco de hemorragia aguda

Uso do ácido tranexâmico pode ser eficaz na hemorragia aguda por trauma?

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O ácido tranexâmico (AT) é um agente hemostático análogo do aminoácido lisina que age bloqueando os receptores de lisina no plasminogênio impedindo a sua conversão em plasmina. A plasmina é responsável pela quebra da lisina. Portanto, o AT age impedindo essa quebra.

Desde 1960 essa droga vem sendo utilizada para diminuir perdas sanguíneas em casos de procedimento cirúrgicos, como bypass pulmonar, menorragia e sangramento do trato gastrointestinal alto. Devido a seu efeito hemostático e de diminuição da perda sanguínea, vários estudos estão sendo realizados a fim de comprovar a eficácia do uso dessa medicação em casos de hemorragia aguda proveniente de trauma.

Mais da autora: Anestesia em pacientes com risco de SARA em cirurgias de emergência

Manejo na hemorragia aguda

Nos hospitais de trauma estima-se que mais de 30% dos óbitos estão relacionados a hemorragia aguda. A abordagem do paciente chocado por perda sanguínea em casos de emergência traumática ainda é um grande desafio para a equipe hospitalar. Por nosso arsenal terapêutico ainda ser limitado e se resumir em um acesso venoso de grosso calibre, uso de cristaloides e componente sanguíneos, o papel do AT está sendo cogitado como coadjuvante no tratamento da perda sanguínea aguda.

De acordo com os estudos CRASH 2 (Clinical Randomization of an Antifibrinolytic in Significant Haemorrhage) realizados em hospitais de países em desenvolvimento onde há grande mortalidade por trauma, o uso precoce do AT nos pacientes mostrou grande importância na estabilização da hemorragia aguda. Ficou bem estabelecido que os pacientes que receberam AT nas primeiras três horas de atendimento obtiveram melhor desfecho do que aqueles que não receberam ou que receberam após esse período.

Estudos com militares feridos de guerra em hospitais do Afeganistão, MATTERS (Military Application of Tranexamic acid in Trauma Emergency Resuscitation) evidenciaram uma diminuição na taxa de mortalidade de 6,5% a 13,5% principalmente nos pacientes que receberam transfusão sanguínea maciça. Os eventos tromboembólicos adversos relatados como trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar embora raros e não fatais ocorreram com mais frequência nos pacientes que receberam AT.

Apesar de os estudos ainda serem preliminares, pode-se concluir que a administração precoce de AT em pacientes com hemorragia aguda por trauma diminui a taxa de morbimortalidade sem um aumento significativo de eventos adversos.

Leia também: Ácido tranexâmico é eficaz para reduzir hemoptise?

Como e quando utilizar AT em pacientes de trauma?

  1. Pacientes adultos que apresentam trauma agudo com perda sanguínea significante com necessidade de hemotransfusão.
  2. Deve ser administrado até três horas após o trauma.
  3. DOSE: 1 g EV (4 ampolas) em bolus durante 10 minutos seguido de 1 g em infusão contínua EV por 8 horas.

Cada ampola de 5 mL contém 250 mg da substância ativa (50 mg/mL).

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Faraoni D,Levy JH.Tranexamic Acid for Acute Hemorrhage: When Is Enough Evidence Enough?Anesth Analg. 2019 Dec;129(6):1459-1461.
  • Boutonnet M;Cajes GO;Pasquier P;Ausset S.Tranexamic acid in traumatic hemorrhage: Evidence argues for a prehospital administration.American Journal of Emergency Medicine. 38(1):158, JANUARY 2020
  • Boutonnet M.Abback P.Le Saché F.Harrois A.Follin A.Imbert N.et al.Tranexamic acid in severe trauma patients managed in a mature trauma care system.J Trauma Acute Care Surg. 2018; 84 (Jun): S54-S62

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