Saúde da Criança

Vacinação contra Covid-19 em crianças e adolescentes

Tempo de leitura: 2 min.

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil se iniciou no mês de janeiro, começando a imunização de grupos prioritários que incluíram idosos, além de profissionais de saúde que atuam diretamente na assistência à pessoas infectadas com coronavírus. Apesar do início da vacinação no país, ainda não se sabe quando crianças e adolescentes irão receber a vacina.

Pediatras da Fiocruz esclarecem que a população infantil não irá receber a vacina nesse momento, uma vez que não participaram dos estudos até então realizados.  Estudos com crianças e adolescentes são necessários para que seja identificado a dosagem segura e eficaz para administração da vacina. Mesmo nas crianças que possuem condições crônicas de saúde e façam parte do grupo de risco, a vacinação ainda não é recomendada até que sejam feitos novos estudos incluindo essa população.

Pesquisas com vacinação em crianças e adolescentes

Recentemente, a Universidade de Oxford comunicou o início das pesquisas com a vacina Astrazeneca em crianças e adolescentes na faixa etária dos 6 aos 17 anos, para avaliação da sua segurança, eficácia e resposta imunológica.  Em um ensaio clínico e randomizado, 240 indivíduos, de um total de 300, receberão a vacina contra Covid-19, e os demais receberão vacina controle contra meningite, com a previsão de que provoque as mesmas reações adversas, como dor local no braço.

A Pfizer-BioNtech, que já havia incluído adolescentes com 16 anos ou mais, já iniciaram os estudos incluindo jovens a partir dos 12 anos. O laboratório da Moderna está na fase de recrutamento de adolescentes de 12 a 17 anos. A Sociedade Brasileira de Pediatria reforça o caráter leve da doença em crianças na grande maioria dos casos, diferente de outras viroses, e destaca a realização dos novos estudos incluindo essa população para verificação da segurança e eficácia da vacina.

Diante do avanço do número de casos de Covid-19 em todo país, é primordial a manutenção das medidas de distanciamento social, higienização das mãos e uso correto de máscaras, inclusive crianças com 2 anos ou mais. Comprovadas cientificamente, essas medidas de precaução minimizam a disseminação do vírus e devem ser mantidas, mesmo após a vacinação. Vale ressaltar que elas, no momento, conferem proteção contra formas graves da doença, proteção contra internações hospitalares com necessidades de cuidados intensivos e óbitos.

Referências bibliográficas: 

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Publicado por
Nathalia Schuengue

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