Saúde Pública

Vacinação contra influenza e febre amarela terá mudanças em 2020

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O programa nacional de imunizações (PNI) tem sofrido constantes atualizações. Nos últimos cinco anos, a cobertura se ampliou muito, tanto em termos de faixa etária quanto em cobertura de doenças. Duramente criticadas por grupos radicais e fake news desde a virada do século passado, as vacinas modificaram o perfil epidemiológico das doenças ao redor do mundo, e no Brasil, desde a revolta da vacina, as vitórias não são diferentes.

Vacinas de gripe e febre amarela

Com a intenção de ampliar a cobertura vacinal brasileira, o Ministério da Saúde promoveu duas ampliações no Calendário Vacinal Nacional para 2020. A primeira diz respeito à febre amarela. Para essa vacina uma dose efetiva é capaz de imunizar o indivíduo por toda a vida. Contudo, quando utilizada em crianças muito novas a eficácia pode ser comprometida. Por esse motivo houve nova uma recomendação de reforço aos quatro anos.

Além disso, houve uma ampliação do território de recomendação. Até então nem todos os estados eram considerados prioritários ou com risco epidemiológico para justificar a cobertura vacinal. Agora todo o território nacional é considerado prioritário. Cidades que possuíam parte da população sem cobertura, agora têm a necessidade de vacinar seus munícipes em relação à febre amarela, o que implica em mais de mil municípios só no Nordeste.

Outra modificação de grande relevância é a ampliação da estratégia de cobertura em relação à influenza. Até esse ano a vacina era ofertada apenas para idosos acima de 60 anos. Agora, adultos entre 55 e 59 anos também serão incluídos como grupo alvo. Os grupos prioritários anteriores permanecem cobertos.

A mudança de estratégia em relação à gripe gera uma cobertura de 67,7 milhões de pessoas. O Ministério da Saúde prevê um alvo de cobertura de 90% da população que será coberta pela campanha de vacinação do ano que virá. Os grupos prioritários envolvem:

  • Crianças entre 6 meses e 5 anos;
  • Gestantes;
  • Adultos entre 55 e 59 anos;
  • Idosos acima de 60 anos;
  • Portadores de doenças crônicas;
  • Profissionais de saúde.

Leia também: SUS disponibiliza vacina pneumocócica-13 para pacientes de alto risco

Como isso interfere na prática?

Com as mudanças na cobertura, especialmente no que diz respeito a influenza, na prática espera-se que ao longo do tempo a prevalência das doenças cobertas diminua. Além disso, ao fazer o atendimento aos pacientes do grupos-alvo, lembre-se sempre de abordar o estado vacinal, especialmente nos cenários ambulatoriais, atendimentos domiciliares e de cuidado programado.

Para reconhecer as situações de sinais de sintomas e de manejo desses agravos você pode contar com o Whitebook.

Referência bibliográfica:

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Publicado por
Marcelo Gobbo Jr

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