Infectologia

Varíola dos macacos: Estados Unidos tem primeiro caso identificado em quase duas décadas

Tempo de leitura: 2 min.

Um caso de varíola dos macacos foi confirmado em um residente do Texas, nos Estados Unidos, depois de quase duas décadas. Especialistas alertam que trata-se de uma doença tropical rara e grave, que em casos raros, pode ser fatal.

O paciente está hospitalizado em isolamento em Dallas e em condição estável, conforme informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O homem, que não teve o nome divulgado, voou da Nigéria para Atlanta em 8 de julho, com destino final ao aeroporto Dallas Love Field em 9 de julho.

Os riscos potenciais para os indivíduos que tenham tido contato próximo com o viajante nos aviões e em outros locais estão sendo avaliados. E pessoas envolvidas estão sendo entrevistadas por autoridades de saúde americanas.

Como já era exigido por conta da pandemia de Covid-19 que os viajantes usassem máscaras nos voos, especialistas acreditam que o risco de contágio da varíola dos macacos através de gotículas respiratórias nos aviões e nos aeroportos seja baixo.

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Transmissão, sintomas e contágio

A varíola dos macacos está relacionada à varíola, que foi erradicada em todo o mundo em 1980 por vacina. Vale ressaltar que a varíola teve uma taxa de mortalidade mais alta do que a dos macacos, com uma infecção mais branda.

Geralmente, os primeiros sintomas surgem de sete a 14 dias após uma pessoa ser exposta ao vírus da varíola dos macacos. Os primeiros sintomas são fadiga, febre, cefaléia, dores musculares.

Após uma semana, vem o inchaço dos gânglios linfáticos que pode se espalhar para todo o corpo. A pessoa é considerada contagiosa até que as saliências formem uma crosta e caiam. A maioria dos pacientes se recupera em um mês. Em casos raros, o vírus pode ser fatal.

Um indivíduo pode ser infectado com varíola dos macacos ao ser mordido ou arranhado por um animal contaminado, ao ingerir carne de animais selvagens de caça ou ao ter contato com um animal ou produtos de animais infectados. Entre humanos, os cientistas acreditam que o modo principal de transmissão é através de gotículas respiratórias.

Leia também: Bactéria causadora de úlcera de Buruli ameaça se espalhar pela Austrália

A enfermidade foi descoberta em 1958, quando dois surtos aconteceram em colônias de macacos utilizados em pesquisas. Desde um surto acontecido em 2003, que envolveu 47 pessoas, a varíola dos macacos não foi detectada nos Estados Unidos. Esse surto foi rastreado para cães de pradaria de estimação no meio-oeste que abriga o vírus. Segundo o CDC, essa foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África. Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O centro de controle americano afirmou que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas.

Não existe um tratamento específico ou vacina para a varíola dos macacos, embora a vacina contra a varíola tenha sido utilizada em 2003 para ajudar a conter o surto.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Publicado por
Úrsula Neves

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