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Choosing Wisely: veja 5 práticas que devem ser evitadas em cirurgias gastrointestinais

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons publicou em janeiro sua lista de recomendações do que não deve ser feito em cirurgias gastrointestinais. O documento é destinado a cirurgiões e médicos gastroenterologistas. Confira os cintos itens que devem ser evitados, de acordo com o Choosing Wisely:

1. Não dê alta a pacientes com colecistite aguda sem antes oferecer colecistectomia laparoscópica

Frequentemente surge o debate de quando a colecistectomia deve ser aplicada em pacientes com colecistite aguda. Evidências sugerem que o procedimento é seguro e tem bom custo x benefício. Indivíduos que receberam alta sem passar pela cirurgia têm maior risco de complicações da doença, como colelitíase, o que pode ter mais morbidade do que a doença inicial.

2. Evite aplicar colecistectomia de rotina em pacientes com colelitíase assintomática

Cerca de 10-20% das pessoas no ocidente sofrem de pedra na vesícula e 50-70% são assintomáticas. É recomendável uma terapia observacional em indivíduos com colelitíase, a não que ser que a doença esteja relacionada com alguma condição hepatológica. Como a colecistectomia envolve riscos , deve ser considerada em pacientes assintomáticos somente em casos em que estes estejam sob outro procedimento abdominal, como bypass gástrico.

3. Não aplique exames de imagem, exceto ultrassom, na avaliação inicial do paciente com suspeita de colelitíase

Quando há suspeita de colelitíase aguda, em termos de avaliabilidade, tempo de exame, avaliação morfológica e identificação ou exclusão de diagnóstico alternativo, a melhor escolha para análise de imagem é o ultrassom. Quando os resultados da ultrassonografia são assertivos, não há necessidade de aplicar outros exames de imagem.

4. Quando há suspeita de hérnia inguinal, o ultrassom deve ser evitado

O uso de ultrassom em pacientes com hérnia inguinal não é recomendada, visto que o diagnóstico é obtido por meio da história do paciente e testes físicos, logo o exame de imagem se traduziria apenas em um custo desnecessário. Evidências mostram que o ultrassom é benéfico apenas na identificação de alguma eventual hérnia oculta.

5. Evite administração de opioides para o controle da dor no pós-operatório

Cirurgiões e gastroenterologistas devem  usar estratégias alternativas no manejo do paciente no pós-operatório, como medicamentos não opioides e anestesias locais se houver possibilidade.

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