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Você sabe quais são os atributos essenciais e derivados da atenção primária?

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Tempo de leitura: 3 minutos.

O especialista em Medicina de Família e Comunidade (MFC) é antes de tudo um médico com habilidades em entrevista clínica e possuidor de várias técnicas para realizar consultas efetivas e com raciocínio clínico e manejo adequados.  O principal cenário de atuação do MFC é a Atenção Primária em Saúde (APS) que é um espaço extremamente rico e cheio de potencialidades, é possível investir desde o espaço ambulatorial até a abordagem comunitária.

Para isso é essencial que o médico de família utilize os princípios da medicina de família como ferramenta para prática e formação, além de, por meio de um estudo prévio de território, conhecer as especificidades de cada área, como os hábitos culturais e de vida.

Por ser uma especialidade ambulatorial e predominantemente da atenção primária, conhecer os seus atributos essenciais e derivados é premência nesta profissão. A APS tem como atributos essenciais a atenção no primeiro contato, a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação, e como atributos derivados a orientação familiar e comunitária e a competência cultural.

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Portanto, faz-se necessário desenvolver muitas competências: capacidade de gestão de tempo e agenda, usando como ferramenta a longitudinalidade; aprender a compartilhar o cuidado; habilidades de comunicação verbal e não verbal; autorreflexão do seu estado emocional e capacidade de reconhecer seu limites.

Uma consulta bem estruturada começa antes mesmo da entrada do paciente no consultório. Algumas perguntas antes de chamar o paciente costumam ajudar bastante:

  1. A sala já está limpa, arrumada e meus instrumentos de trabalho estão organizados e de fácil acesso?;
  2. Como estou me sentindo hoje?
  3. Caso não esteja bem, tem alguma prática de autocuidado de poucos minutos que posso fazer para melhorar meu estado emocional?
  4. Quem eu vou chamar agora? Já li o histórico do seu prontuário?

Outro ponto favorável é uma postura empática, atenta e disponível, permite que o andamento da consulta seja terapêutico, resolutivo e, portanto, eficaz. Por último, não devemos esquecer que cada pessoa que chega e senta ao nosso lado tem suas próprias experiências e marcas. Afinal de contas, o paciente é o seu próprio perito e o profissional que vai atendê-lo deve aprender a entendê- lo em seu contexto de vida, buscando ajudá-lo a decodificar o que o mesmo não compreende ou sente.

Mas o que significa competência cultural? E qual a sua importância para a consulta?

A realidade social e cultural dos indivíduos é a referência para o trabalho médico na APS. Os pacientes se apresentam em sua mais completa dimensão humana, porque estão imersos em sua cultura, contexto e ambiente, trazendo para o MFC toda a dimensão dos problemas, desafios, expectativas e conflitos que se colocam no dia a dia.

Além dos processos de adoecimento, estes estão sempre acompanhados de agravos, queixas vagas e incômodos mal definidos que desafiam o MFC a reconhecer, semiologicamente, os aspectos e dimensões biopsicossociais dos quadros que se apresentam. Portanto, competência cultural é também ter “olhos atentos” para observar as principais características da comunidade local como seus hábitos, a sua linguagem e suas crenças.

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Referências:

  • GUSSO, Gustavo D. F., LOPES, José M. C. Tratado de Medicina de Família e. Comunidade – Princípios, Formação e Prática. 2 ed.Porto Alegre: ARTMED, 2019.
  • PENDLETON, David; SCHOFIELD, Theo; TATE; Peter; HAVELOCK, Peter. A Nova consulta- Desenvolvendo a Comunicação entre Médico e Paciente.1 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2011.
  • DUNCAN, Bruce B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
  • CARRIÓ, Francisco B. Entrevista Clínica: habilidades de comunicação para profissionais de saúde.1ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
  • RAMOS, VITOR. A Consulta em 7 Passos – Execução e análise crítica de consultas em medicina geral e familiar. Lisboa: VFBM Comunicação, 2008.

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