Whitebook: Quais os sinais e sintomas da hipertensão arterial?

Tempo de leitura: 2 min.

Esta semana, falamos no Portal PEBMED das novas atualizações na diretriz de diagnóstico e tratamento da hipertensão. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, vamos mostrar os sinais e sintomas desta condição.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é parte de uma conduta do Whitebook e é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Definição: Pressão arterial cronicamente aumentada, levando a lesões crônicas de órgãos e risco aumentado de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. Trata-se de uma patologia extremamente prevalente, que acomete mais de um bilhão de pessoas no mundo todo.

Fisiopatologia

Existe a necessidade de manutenção da pressão arterial para adequada perfusão de órgãos e tecidos. É um produto do débito cardíaco pela resistência vascular periférica. Sua fisiopatologia ainda não é bem compreendida, mas leva em conta fatores genéticos e ambientais. A resposta adaptativa da pressão arterial por diversos estímulos costuma envolver a o sistema renina-angiotensina-aldosterona, a retenção de sal e água e o sistema nervoso simpático.

Apresentação clínica

Anamnese

Recomendações de screening: Rastreio anual em pacientes com pressão arterial normal (< 120 x 80 mmHg). Rastreio semestral em adultos com fatores de risco para hipertensão (ver adiante) ou com pressão sistólica entre 120-129 mmHg, obtida em medições anteriores.

A hipertensão arterial costuma ser assintomática e seu diagnóstico é estabelecido através de medidas rotineiras da pressão arterial. Frequentemente, pacientes que nunca tiveram diagnóstico de hipertensão arterial estabelecem o diagnóstico após uma urgência ou emergência hipertensiva.

Na anamnese, torna-se fundamental identificar os fatores de risco para hipertensão primária, bem como avaliar a possibilidade de hipertensão secundária e sinais de lesão de órgão-alvo.

Fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica (HAS) primária:

    • Idade > 60 anos;
    • Obesidade (IMC > 30 mg/m2);
    • Aumento da circunferência abdominal (homens > 94 cm, mulheres > 80 cm);
    • Sedentarismo;
    • Tabagismo;
    • Alcoolismo;
    • Dislipidemia;
    • Intolerância à glicose ou diabetes;
    • Síndrome metabólica;
    • Doença arterial periférica (doença arterial coronariana, doença carotídea ou doença cerebrovascular);
    • História familiar;
    • Redução do número de néfrons;
    • Dieta rica em sódio (> 3.000 mg/dia);
    • Hipovitaminose D;
    • Transtornos de personalidade e depressão.

Medicamentos e drogas que podem contribuir para a HAS:

    • Anti-inflamatórios não esteroides (AINE);
    • Anticoncepcionais com altas doses de estrogênio;
    • Antidepressivos (tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina);
    • Corticoides;
    • Estimulantes, anfetaminas e metanfetaminas;
    • Cocaína e simpaticomiméticos;
    • Descongestionantes nasais (Pseudoefedrina);
    • Eritropoetina;
    • Ciclosporina.

Doenças relacionadas com a hipertensão secundária:

    • Doença renal primária;
    • Hipertensão renovascular;
    • Hiperaldosteronismo primário;
    • Síndrome de Cushing;
    • Feocromocitoma;
    • Apneia obstrutiva do sono;
    • Acromegalia;
    • Tireoidopatias;
    • Hiperparatireoidismo;
    • Coarctação de aorta.

Exame Físico

O objetivo é avaliar a presença de sinais de lesão de órgão-alvo, doença cardiovascular estabelecida e evidência de uma potencial causa secundária.

Obviamente, a medida da pressão arterial deve ser realizada com a técnica correta e nas melhores condições possíveis. Recomenda-se que, na primeira consulta, a pressão arterial seja aferida em ambos os membros superiores e, em idosos, com o paciente deitado e sentado (para pesquisa de hipotensão postural).

Atenção! A pressão sistólica deve ser equivalente em ambos os membros, sendo assim, uma diferença > 15 mmHg deve sugerir a presença de estenose de subclávia ou doença arterial periférica.

A última atualização da diretriz norte-americana de hipertensão definiu critérios mais rígidos para o diagnóstico da doença, baseados no impacto populacional em relação aos valores de pressão arterial.

Classificação da HAS (Guideline dos EUA)
Média de duas medidas da pressão arterial por consulta em pelo menos duas consultas, após uma triagem inicial
Classificação Sistólica (mmHg) Diastólica (mmHg)
Normal < 120 < 80
PA Elevada 120-129 < 80
HAS Estágio 1 130-139 80-89
HAS Estágio 2 ≥ 140 ≥ 90
Sistólica Isolada ≥ 130 < 80
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia a dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.
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