Reumatologia

Whitebook: síndrome de túnel do carpo

Tempo de leitura: 2 min.

Esta semana, publicamos um texto comentando um estudo que analisou o risco de síndrome do túnel do carpo grave de novo após ooforectomia bilateral. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do  Whitebook Clinical Decision vamos falar sobre a apresentação clínica da síndrome do túnel do carpo.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é parte de uma conduta do Whitebook e é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Definição: Neuropatia compressiva do nervo mediano durante sua passagem pelo túnel do carpo. Acomete cerca de 4 a 5% de toda população geral, com predomínio em mulheres dos 40 a 60 anos. A causa é desconhecida na maioria dos casos.

Fisiopatologia: O túnel do carpo é uma estrutura anatômica com pouca distensibilidade. Quando ocorrem alterações que aumentam o volume das estruturas que são contidas nesse canal, pode haver compressão mecânica do nervo mediano. Com isso, surge isquemia nervosa intraneural por estase venosa, que culmina com axonotmese.

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Apresentação clínica

Anamnese

Quadro clínico: A principal queixa é a de dor no punho, que se irradia para a face palmar dos I, II, III e metade radial do IV quirodáctilos, com características neuropáticas. Em alguns pacientes, essa distribuição da dor irradiada pode não ser típica. Há relatos de dor que se estende proximalmente, podendo, raramente, atingir inclusive o ombro ipsilateral. No início do quadro, ocorre predomínio noturno da dor; com a progressão, pode se tornar contínua.

Quando há compressão prolongada, ocorre atrofia da musculatura tenar e paresia no movimento de pinça.

Algumas condições, como diabetes mellitus, hipotireoidismo, gestação e amiloidose, estão associadas à ocorrência de síndrome do túnel do carpo bilateral.

Marcadores de gravidade: Atrofia tenar e paresia dos movimentos relacionados ao nervo mediano.

Fatores de risco: Sexo feminino, idade entre 40 a 60 anos, história familiar positiva, atividades manuais repetitivas, exposição à vibração e ao frio, artrite reumatoide, artrites microcristalinas, diabetes mellitus, hipotireoidismo, gestação, amiloidose e tabagismo.

Exame Físico

As manobras classicamente utilizadas para o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo são a manobra de Tinel (percussão digital ou com martelo de reflexos sobre a face volar do punho; positivo: dor e parestesia que irradia para os dedos, semelhante aos sintomas habituais do paciente), teste de Phalen (hiperflexão de ambos os punhos, obtida colocando os dorsos das mãos em contato, por um minuto; positivo: dor e parestesia que irradia para os dedos, semelhante aos sintomas habituais do paciente) e teste de Durkan (compressão digital da face volar do punho, sobre o túnel do carpo; positivo: dor e parestesia que irradia para os dedos, semelhante aos sintomas habituais do paciente).

Com a evolução do quadro, pode haver atrofia tenar, paresia do movimento de pinça e abdução do polegar no plano frontal.

Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia a dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.
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Publicado por
Clara Barreto

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