Neurologia

Whitebook: você sabe o que é a VPPB – vertigem posicional paroxística benigna?

Tempo de leitura: 3 min.

Nesta semana, publicamos uma revisão sobre diagnóstico e tratamento da vertigem posicional paroxística benigna. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, vamos apresentar um pouco mais sobre a VPPB.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é parte de uma conduta do Whitebook e é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

VPPB

Definição: A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é caracterizada por uma sensação anormal de movimentação provocada por determinadas posições.

Inicialmente descrito em 1921 por Barany. Recebeu posteriormente a nomenclatura atual por Dix e Hallpike, em 1952.

A VPPB é a causa de vertigem periférica mais comum na população, sendo responsável por cerca de 20% das causas de vertigem dos pacientes que buscam atendimento médico.

Quanto ao local de acometimento, é possível dividir em canal posterior e canal lateral, sendo a VPPB de canal semicircular (CSC) posterior a mais comum (a ser abordada exclusivamente nesse texto).

Fisiopatologia

Dois mecanismos contribuem para a VPPB:

  • Cupulolitíase: Presença de materiais basofílicos e cristais de oxalato de cálcio aderidos à cúpula dos CSC faria com que a cúpula funcionasse com um transdutor de aceleração angular, promovendo a sensação de vertigem, mesmo na ausência de movimentos;
  • Canalolitíase: Esse mecanismo propõe a existência de fragmentos livres de material denso no CSC (principalmente o posterior). Com a aceleração rotacional da cabeça, a movimentação dessas partículas, associada à deflexão da cúpula, seria responsável pelos sintomas (nistagmo e vertigem).

Anamnese

Sintomas:

  • Quadro clínico de vertigem desencadeado por movimentação da cabeça;
  • A vertigem ocorre por um período rápido (segundos a minutos), em fases: Piora progressiva, platô e, por último, melhora gradual;
  • A intensidade da vertigem reduz após movimentações sucessivas;
  • Não é associada a alterações auditivas;
  • Não há outros sintomas neurológicos associados.

Sinais:

  • Nistagmo torsional, em que a parte alta do olho gira no sentido do ouvido afetado. Frequentemente há um componente vertical (para cima) associado. O movimento ocular é precipitado pela manobra de Dix-Hallpike;
  • Nistagmo torsional, em que a parte alta do olho gira no sentido do ouvido contralateral. Frequentemente associado a um componente vertical (para baixo). O movimento ocular é precipitado pela manobra de Dix-Hallpike reversa;
  • O nistagmo tem curta duração, aparece rapidamente e dura menos de 1 minuto, com um aumento seguido de redução de intensidade;
  • Outras causas periféricas de nistagmo são excluídas.

Exame Físico

Manobra de Dix-Hallpike:

  • Posição inicial: Paciente sentado com as pernas estendidas na maca e a cabeça rodada lateralmente a 45 graus (para o lado a ser avaliado). O examinador segura a cabeça do paciente para promover um movimento rápido de deitar na posição horizontal;
  • Na posição deitada, o paciente deve ficar com a cabeça pendendo para trás, aproximadamente 30 graus abaixo da linha da maca. É importante que o investigado fique com olhos abertos e olhar fixo, devendo o examinador observar a ocorrência de nistagmo por alguns segundos após a manobra;
  • A manobra reversa é feita do mesmo modo, entretanto a posição inicial é com a cabeça rodada a 45 graus para o lado contralateral.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia a dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.
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Publicado por
Redação do Portal PEBMED

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