Candesartan diminui cardiotoxicidade por quimioterápicos

Estudo randomizado norueguês demonstra benefício do candesartan, bloqueador do receptor da angiotensina (BRA), na prevenção da disfunção cardíaca induzida pelo tratamento quimioterápico no câncer de mama. No estudo, 120 mulheres foram randomizadas em um grupo que recebeu 32 mg/dia de candesartan e seu grupo controle que recebeu placebo; e um grupo que recebeu 100 mg/dia …

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Estudo randomizado norueguês demonstra benefício do candesartan, bloqueador do receptor da angiotensina (BRA), na prevenção da disfunção cardíaca induzida pelo tratamento quimioterápico no câncer de mama.

No estudo, 120 mulheres foram randomizadas em um grupo que recebeu 32 mg/dia de candesartan e seu grupo controle que recebeu placebo; e um grupo que recebeu 100 mg/dia do betabloqueador metoprolol e seu grupo controle que recebeu placebo. Todas as mulheres apresentavam câncer de mama e o tratamento foi feito com quimioterápicos antraciclínicos associados ou não a transtuzumab e radioterapia. A função ventricular foi monitorada a partir de ressonância cardíaca, antes do tratamento e após o tratamento adjuvante do câncer de mama, e todas as pacientes tinham fração de ejeção maior que 50% no início do estudo.

Os resultados demonstraram redução modesta de 2-3% na queda da função ventricular com uso de candesartan em adjuvância ao tratamento, enquanto no grupo do metoprolol não se observou benefício.

Embora o benefício pareça ser modesto, o estudo levantou uma série de questões em cardio-oncologia que promoverão novos estudos não só com o candesartan, como também com outros bloqueadores do receptor de angiotensina, betabloqueadores e inibidores da enzima conversora da angiotensina.

Algumas perguntas também foram levantadas: se o candesartan apresentou benefício porque o metoprolol não o apresentou? Visto que ambas agem no remodelamento cardíaco, embora por mecanismos distintos. Outros betabloqueadores e bloqueadores do receptor de angiotensina (bem como inibidores da enzima conversora de angiotensina) teriam benefício? Como definimos a cardiotoxicidade e os pacientes de alto risco para sua ocorrência?

A cardio-oncologia está crescendo e podemos esperar que muito em breve muitas dessas perguntas sejam respondidas, enquanto outras surgirão e colocarão à prova os limites da medicina.

 

Referências Bibliográficas:

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