Chips podem acabar com testes clínicos em animais

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250-BANNER4Pesquisadores do laboratório da Harvard University, mas especificamente na Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, desenvolveram um chip que pode exercer as mesmas funções de um pulmão humano. Já existem também chips que funcionam como mini corações, fígados, rins e intestinos.

Entre diversos benefícios, talvez o principal objetivo e função desta criação é fornecer uma maneira mais eficiente e menos danosas para os testes de drogas.  Essa tecnologia poderia também minimizar a dependência da indústria farmacêutica dos testes em animais, e um dia ajudar a personalizar drogas terapêuticas para uma variedade de condições. Os cientistas podem, também, compreender melhor a etiologia da doença e da fisiologia de órgãos, além de permitir que isso seja mais barato e mais eficiente os ensaios de produtos cosméticos.

Outra intenção da nova criação dos pesquisadores de Harvard é utilizar o chip para modelar tanto infecção pulmonar e edema, assim como a toxicidade de drogas e os efeitos prejudiciais das partículas transportadas pelo ar.

O mecanismo criado é sobre o tamanho de um cartão de memória de um computador. Segundo o estudo, nele contém um canal central dividido por uma membrana porosa, de um lado é alinhado com as células pulmonares humanas e do outro com células endoteliais (as que revestem os nossos vasos sanguíneos).

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Testar as drogas em chips em vez de animais poderiam obter sua toxicidade potencial, permitindo aos pesquisadores uma melhor escolha de quais drogas valem a pena o tempo e dinheiro de mais pesquisas, além de evitar testes em animais.

Os criadores do chip já anunciaram parceria com alguns laboratórios farmacêuticos. Agora tudo que resta é aguardar o seguimento das pesquisas e testes e, quem sabe, futuramente ter uma solução para estes casos.

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Referências:

Huh D, Matthews BD, Mammoto A, Montoya-Zavala M, Hsin HY, Ingber DE. Reconstituting organ-level lung functions on a chip. Science. 2010;328:1662-1668. Abstract

Ingber DE. Reverse engineering human pathophysiology with organs-on-chips. Cell. 2016;164:1105-1109. Abstract

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