Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Medicina Interna / Consumo de cálcio reduz o risco de fraturas em idosos?

Consumo de cálcio reduz o risco de fraturas em idosos?

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Existe uma relação entre a ingesta de cálcio e o fortalecimento ósseo. Porém, duas análises publicadas em setembro no Britsh Medical Journal (BMJ) demonstraram que o aumento da ingesta de cálcio, seja pela dieta ou por suplementação, não possui efeito clínico substancial no risco de fraturas e na densidade mineral óssea.

A revisão sistemática Calcium intake and risk of fracture: systematic review, publicada no BMJ em 29 de setembro, tinha como objetivo examinar as evidências que sustentam recomendações para aumentar a ingestão de cálcio, seja através de fontes alimentares ou suplementos com foco em prevenção de fraturas.

A metanalise Calcium intake and bone mineral density: systematic review and meta-analysis, publicada no BMJ também em 29 de Setembro, tinha como o objetivo determinar se a o aumento da ingestão de cálcio, a partir de fontes dietéticas, afetava diretamente a densidade mineral óssea, e em caso afirmativo, se os efeitos são semelhantes a suplementação.

Em ambos os estudos foram utilizadas pesquisas entre Julho de 2013 e Setembro de 2014, retirado das principais fontes médicas. Ademais, os dois estudos tinham população maior que 50 anos de idade.

A densidade óssea, avaliada em aproximadamente 14.000 pacientes, apresentou pouca diferença (aumento de 1 a 2%) após o aumento da suplementação ou ingesta alimentar de cálcio. Aonde os próprios pesquisadores apontaram que esse aumento pouco representa quando falamos de avaliação clínica dos pacientes.

O resultado foi semelhante para o risco de fraturas, 45.000 pacientes avaliados, aonde não se reduziu o risco após o aumento da ingesta dietética de cálcio.  A suplementação mostrou efeito positivo, porém o mesmo desapareceu quando houve limitação na avaliação de ensaios com maior risco de viés.

Os estudos do BMJ mostram que devemos começar a rever as recomendações de ingesta de cálcio em pacientes idosos, com os objetivos descritos acima. Um passo importante para prevenção de fraturas em idosos e reconsideração nas condutas em nossos ambulatórios.

 

Referências:

 Calcium intake and risk of fracture: systematic review – BMJ 2015;351:h4580 – https://dx.doi.org/10.1136/bmj.h4580

Calcium intake and bone mineral density: systematic review and meta-analysis – BMJ 2015;351:h4183 – https://dx.doi.org/10.1136/bmj.h4183

 

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.