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Diagnóstico e tratamento de TDAH na idade pré-escolar

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O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) pré-escolar é uma condição comum com morbidade substancial que é muitas vezes gerenciada na atenção primária e frequentemente tratada com medicamentos.

Em 2011, a Academia Americana de Pediatria atualizou a diretriz sobre TDAH para incluir recomendações para o diagnóstico e tratamento de crianças em idade pré-escolar (idade de 4 e 5 anos). As diretrizes anteriores tinham somente orientações sobre o diagnóstico e tratamento para crianças com idade entre 6 e 12 anos.

Em termos de diagnóstico, a nova diretriz recomenda que os cuidados primários devem incluir uma avaliação para o TDAH para qualquer criança de 4 a 18 anos de idade que apresente problemas acadêmicos ou comportamentais e sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade, e citam evidências de que um diagnóstico adequado é possível no grupo pré-escolar.

Para o tratamento, a diretriz especifica que para crianças em idade pré-escolar, os médicos devem priorizar o tratamento com terapias comportamentais. Em caso de falha e se as crianças continuarem com problemas que influenciam na sua rotina pode-se prescrever metilfenidato.

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Neste contexto, foi realizado um estudo retrospectivo com objetivo de avaliar a alteração no diagnóstico de TDAH e na prescrição de estimulantes em crianças de 4 a 5 anos após a publicação da diretriz da Academia Americana de Pediatria de 2011.

Entre 87.067 crianças com 118.957 visitas antes da diretriz e 56.814 com 2.601 visitas após a diretriz, as crianças tinham um diagnóstico de TDAH em 0,7% (intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,7% – 0,8%) das visitas antes e em 0,9% (IC 95%: 0,8%- 0,9%) após a atualização da diretriz. A taxa de prescrição de estimulantes foi estável entre os períodos (0,4%; IC 95%: 0,4% a 0,4%), assim como as taxas de diagnósticos de comorbidades e polifarmácia.

Veja também: ‘Como o sono pode reduzir os sintomas de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade’

Diagnósticos de TDAH e prescrições estimulantes foram mais comuns em crianças do sexo masculino e em crianças com idade de 61 a 72 meses em comparação com 48 a 60 meses. Crianças com TDAH apresentaram diagnóstico de comorbidades em 25% (antes da diretriz) e 27% (após a diretriz) das visitas, mais comumente devido ao atraso no desenvolvimento (14% em ambos os períodos), autismo (6% antes, 5% após), transtorno desafiador de oposição (3%, 6%) e transtorno de conduta (3% em ambos os períodos).

O estudo mostrou que a atualização da diretriz em 2011 foi associada com o fim de uma tendência crescente no diagnóstico pré-escolar do TDAH. A taxa de prescrição de estimulantes para crianças em idade pré-escolar permaneceu constante.

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