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Risco cardiovascular em pacientes com HIV: devemos nos preocupar?

A doença cardiovascular (DCV) é uma causa crescente de morbidade entre pessoas que vivem com HIV. As estratégias de prevenção cardiovascular podem oferecer importantes benefícios na saúde para esse subgrupo de pacientes e devem ser avaliadas.

Um estudo conduzido em Boston, nos EUA, realizou uma avaliação através de um modelo matemático para projetar a incidência cumulativa de DCV. A simulação foi realizada em uma coorte masculina e feminina para três populações: 1) população geral dos EUA; 2) pessoas não-infectadas, com alto risco de HIV; e 3) pessoas que vivem com HIV. O modelo seguiu cada coorte de 36 anos até o óbito.

A expectativa de vida variou de 70,2-77,5 anos para os homens e de 67,0-81,1 anos para as mulheres (subgrupo de pessoas que vivem com HIV-população geral dos EUA).

Sem a terapia antirretroviral, o risco de DCV ao longo da vida para homens e mulheres infectados pelo HIV foi de 12,9% e 9,0%, respectivamente. Para os homens, aos 60 anos, a incidência cumulativa de DCV foi estimada em 20,5% no subgrupo de pessoas que vivem com HIV, em comparação com 14,6% nas pessoas não-infectadas com alto risco de HIV, e 12,8% na população geral dos EUA.

Veja também: ‘HIV: estudo mostra sucesso na terapia antirretroviral injetável de ação prolongada’

Para as mulheres, a incidência acumulada de DCV foi de 13,8% no subgrupo de pessoas que vivem com HIV, em comparação com 9,7% para as pessoas não-infectadas de alto risco de HIV, e 9,4% na população geral dos EUA.

O risco de DCV ao longo da vida foi de 64,8% para os homens infectados pelo HIV versus 54,8% para a população masculina geral dos EUA, mas semelhantes entre as mulheres.

Com base nesses resultados, deve-se ressaltar que o monitoramento constante de pacientes infectados com HIV que tenham fatores de risco cardiovascular elevados deve ser uma prática adotada por todos os profissionais de saúde.

Clínicos e cardiologistas precisam abordar os fatores de risco de DCV nesse subgrupo de pacientes com intervenções preventivas precoces, como a cessação do tabagismo e o uso de estatinas quando indicado.

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Referências:

  • E Losina, PhD, EP Hyle, MD, SM, ED Borre, BA, BP Linas, MD, MPH, PE Sax, MD, MC Weinstein, PhD, C Rusu, BA, BS, AL Ciaranello, MD, MPH, RP Walensky, MD, MPH, KA Freedberg, MD, MSc; Projecting 10-yr, 20-yr and Lifetime Risks of Cardiovascular Disease in Persons Living with HIV in the US, Clinical Infectious Diseases, , cix547, https://doi.org/10.1093/cid/cix547