Cardiologia

Uso de betabloqueadores em idosos após IAM: aumento da sobrevida com menor qualidade

Tempo de leitura: [rt_reading_time] minutos.

Os betabloqueadores são considerados a base do tratamento do infarto agudo do miocárdio (IAM). Entretanto, estes medicamentos não são comumente prescritos em idosos residentes de instituições geriátricas após IAM. Tal fato se deve em parte pelas preocupações em relação aos danos funcionais e a incerteza do benefício.

Neste contexto, Steinman e colaboradores realizaram um estudo com o objetivo de responder a seguinte pergunta: qual é o efeito dos betabloqueadores no declínio funcional e na morte em idosos residentes de instituições geriátricas após IAM?

A população de estudo consistiu de idosos (idade ≥ 65 anos) residentes de instituições geriátricas dos EUA que foram hospitalizados por IAM entre maio de 2007 a março de 2010. Adicionalmente, os participantes deveriam ter residido em uma instituição geriátrica durante pelo menos 30 dias antes da hospitalização, não ter feito uso de betabloqueador durante pelo menos 4 meses antes da hospitalização e ter retornado para uma instituição após a alta hospitalar.

As melhores condutas médicas você encontra no Whitebook. Baixe o aplicativo #1 dos médicos brasileiros. Clique aqui!

Observou-se que o uso de betabloqueadores após o IAM foi associado com o declínio funcional em idosos com prejuízo cognitivo ou funcional substancial, mas não naqueles com habilidades mentais e funcionais relativamente preservadas. Em contrapartida, o uso de betabloqueadores produziu um benefício de mortalidade considerável em todos os grupos. A taxa de mortalidade foi 26% menor em comparação aos pacientes que não receberam esta classe de medicamentos.

De acordo com os resultados, as decisões sobre o tratamento de idosos residentes de instituições geriátricas com betabloqueadores devem considerar a compensação entre os riscos dos danos funcionais e os benefícios de mortalidade.

Veja também: ‘Uso de betabloqueadores piora os sintomas depressivos?’

Autor:

Referência:

Compartilhar
Publicado por
Juliana Festa

Posts recentes

3 doenças com mais risco na pediatria

Você sabe quais são elas? Neste post do blog, abordamos três. Acesse e saiba os…

13 horas atrás

Farmacogenética: adequando os medicamentos aos genes

A Farmacogenética estuda como as variações presentes no genoma dos indivíduos podem influenciar na resposta…

14 horas atrás

Como diagnosticar IC com FE preservada?

No episódio de hoje em parceria com o Cardiopapers, aprenda como identificar um quadro de…

15 horas atrás

Anvisa determina recolhimento de lotes interditados da CoronaVac

A Anvisa emitiu uma resolução que determina o recolhimento de lotes da CoronaVac que foram…

16 horas atrás

Leucemia linfoblástica aguda (LLA) em adultos: manejo dos efeitos adversos da asparaginase?

A LLA é a neoplasia mais comum na infância e seu tratamento tem altos índices…

16 horas atrás

Nova classificação para complicações relacionadas a cirurgias de retina

O descolamento de retina regmatogênico (DRR) é a emergência relacionada à retina mais comum e…

21 horas atrás