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5 estratégias de comunicação que ajudam na diabetes

Tempo de leitura: 2 minutos.

Diabetes mellitus é uma doença que, entre a população leiga, é cercada de mitos. Além disso, muitas vezes os profissionais de saúde passam para o paciente informações que não são esclarecedoras e que podem ser mal interpretadas. Como se comunicar com o paciente diabético da melhor maneira?

A American Diabetes Association (ADA) e a American Association of Diabetes Educators (AADE) divulgaram no fim de 2017 um trabalho norte-americano que mostra algumas recomendações para serem usadas durante a comunicação. São elas:

1) Usar uma linguagem neutra e sem julgamentos

Pacientes que se sentem julgados tendem a mentir ou omitir informações de quem os julga, sejam amigos, familiares ou profissionais de saúde. Além disso, o doente não deve se sentir culpado como se fosse o único responsável pelo controle da glicemia. É uma responsabilidade conjunta de paciente e profissional de saúde.

2) Usar uma linguagem sem estigmas

Expressões como “descontrolado” e “não aderente” podem ser interpretados pelo paciente como se ele fosse preguiçoso ou descuidado. Essa sensação pode levar a perda do acompanhamento médico e estresse psicológico.

3) Usar uma linguagem que reforce os pontos positivos

Quando o médico parabeniza o paciente pelas metas que ele conseguiu alcançar, isso serve de estímulo para que ele alcance as outras.

4) Usar uma linguagem que estimule a co-participação de médico e paciente

Expressões como “proibido” e “permitido” podem retirar a autonomia do paciente.

5) Usar uma linguagem centrada na pessoa

Suporte, compaixão e cuidado são importantes para uma medicina centrada na pessoa. Isso melhora a qualidade de vida do paciente e seu modo de lidar com a doença. O termo “diabético” pode ser trocado por “pessoa com diabetes”, o que mostra que o paciente é mais do que sua doença.

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Referências:

  • The Use of Language in Diabetes Care and Education, Diabetes Care, outubro de 2017

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