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Acesso às anotações médicas ajuda na adesão do paciente ao tratamento?

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Tempo de leitura: 3 minutos.

Dar aos pacientes o acesso às anotações médicas do seu tratamento pode ajudá-los a gerenciar, entender e aderir melhor aos medicamentos, indicam os resultados de uma pesquisa on-line realizada nos Estados Unidos e publicada no Annals of Internal Medicine em maio deste ano.

Catherine M. DesRoches, DrPH, professora associada de medicina na Harvard Medical School e diretora executiva do OpenNotes no Beth Israel Deaconess Medical Center em Boston, Massachusetts, e seus colegas entrevistaram pacientes nos três centros incluídos no piloto original do OpenNotes sobre o seu uso de medicamentos e o envolvimento na atualização de seus medicamentos desde o início do projeto em 2010.

Estudo da adesão do paciente após acesso às anotações médicas

Além de Beth Israel, os outros dois centros do piloto eram o Geisinger Health System, na Pensilvânia, e o Centro Médico da Universidade de Washington, em Seattle. Dos 136.815 pacientes convidados a participar da pesquisa em 2017, mais de 29.500 (22%) responderam.

Dos que responderam, 19.411 pacientes leram as anotações da consulta e disseram que haviam tomado ou receberam medicação no ano anterior; 14% nesse grupo que estavam associados à Beth Israel e Geisinger relataram que a leitura das anotações os tornava mais propensos a seguir as ordens dos médicos nas prescrições. Oitenta e seis por cento afirmaram que a leitura das anotações não afetou a sua adesão.

Da mesma forma, “nas práticas associadas à Universidade de Washington, onde a pesquisa utilizou diferentes categorias de palavras e respostas, 33% desses pacientes classificaram as anotações como extremamente importantes para ajudar em seus esquemas”, escreveram os autores.

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Os relatos de benefícios aumentaram substancialmente com pacientes qualificados cuja língua materna não era o inglês, e com pacientes que tinham, no mínimo, o ensino médio concluído. Dos 1420 entrevistados que disseram que a sua língua materna não era o inglês, 1064 (75%) afirmaram que a leitura das anotações os ajudaram a responder perguntas sobre os seus medicamentos. Em comparação, 64% dos 16.666 falantes de inglês primários responderam dessa maneira.

Dos 1239 respondedores que tinham, no mínimo, o ensino médio concluído, 74% relataram que a leitura das anotações ajudou a responder perguntas sobre os seus medicamentos, em comparação com 53% dos 12.839 universitários que deram essa resposta.

Os resultados são particularmente importantes porque “metade dos norte-americanos com doenças crônicas não toma seus remédios como prescritos, o que contribui para resultados de saúde mais pobres e até US$ 300 bilhões por ano em custos evitáveis”, escreveram os pesquisadores.

Limitações do estudo

Eles reconhecem que as limitações deste estudo incluem uma baixa taxa de resposta, que os respondentes possuíam bom nível de escolaridade, e que confiavam nos pacientes para se autorrelatarem. Pouquíssimos pacientes que responderam à pesquisa afirmaram que as anotações acrescentavam preocupação ou confusão.

Além disso, cerca de 80% dos entrevistados disseram que analisaram a sua lista de medicamentos pelo portal pelo menos uma vez. Desses, cerca de 18% relataram ter encontrado imprecisões e queriam poder corrigir a lista on-line.

Estudo reafirma falta de efeitos adversos

Em um editorial de acompanhamento, David Blumenthal, MD, e Melinda K. Abrams, MS, presidente e vice-presidente, respectivamente, do Fundo Commonwealth, em Nova York, escreveram que este estudo e os outros realizados anteriormente não mostram efeitos adversos ao compartilhar documentos clínicos com pacientes.

“A transparência não é mais a visão distante e radical que foi quando a equipe pioneira do OpenNotes começou o seu trabalho. Pelo contrário, é um fato da vida clínica, exigido por leis e políticas federais”, escreveram os autores.

Whitebook

Conclusão

No entanto, Blumenthal e Abrams relataram que os médicos precisam de uma preparação muito melhor para compartilhar as informações e que devem começar o mais rapidamente possível. Os autores dizem que o Commonwealth Fund está desenvolvendo um sistema chamado “OurNotes”, que permite aos pacientes editarem as suas anotações de visitas em colaboração com seus médicos, a fim de torná-los mais úteis.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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