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Acesso venoso periférico: como dominar a técnica e o melhor tipo de curativo

Tempo de leitura: 2 minutos.

O acesso venoso periférico é um dos procedimentos mais realizados em emergências médicas. Nos Estados Unidos, quase um bilhão de punções venosas são realizadas durante um ano. No Brasil, esse contexto não muda. É uma das intervenções mais realizadas pela enfermagem e 90% dos pacientes hospitalizados necessitam, em algum momento, de um acesso venoso para a realização da terapia intravenosa.

Através de acessos venosos periféricos é possível administrar grandes quantidades de volume mais rapidamente, além de uma vasta variedade de medicações venosas. Por esse motivo, saber melhor sobre este tema é de grande importância para todos os profissionais da área.

Acesso venoso periférico

As vias de acesso preferenciais são as veias dos membros superiores do antebraço por acomodar cateteres mais calibrosos. Confira:

  • Veia cefálica;
  • Veia basílica;
  • Veias medianas do antebraço e cotovelo;
  • Veias do dorso da mão;
  • Veia safena magna e parva.

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Cuidados com o acesso venoso periférico

  • Sempre lavar as mãos antes de entrar em contato com o paciente;
  • Verificar se o acesso está bem fixado na pele;
  • No momento do banho, proteger o acesso e evitar com que caia água no local – isso pode ser feito com plástico;
  • Sempre que for mexer no local do acesso, garantir a lavagem de mãos para evitar possíveis infecções;
  • Verificar sempre se há sinais de sujeira e sangramentos;
  • Avaliar se há vermelhidão, edema e se a pele na região do acesso estiver quente;
  • Caso o paciente se queixe de dor durante a infusão de alguma medicação ou mesmo em repouso, feche o registro do equipo imediatamente.

Mas, qual seria o melhor tipo de curativo para o acesso venoso periférico?

Dois bilhões de cateteres intravenosos periféricos (PIVCs) são utilizados ​​no mundo inteiro a cada ano. Em 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma série de publicações sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Dentro das “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde”, há um capítulo especial sobre as recomendações para cateteres periféricos, com informações práticas fundamentais para garantir a segurança do paciente.

Nele, a Anvisa deixa de recomendar o uso de fitas adesivas não estéreis, como esparadrapos comuns e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore, para a estabilização ou coberturas de cateteres.

A partir daí, a indicação é que seja utilizado filme transparente estéril, como o poliuretano, para a realização de curativos para o acesso venoso periférico.

Você ainda tem dúvidas de como realizar o acesso venoso periférico? Então, assista ao vídeo explicativo com legendas em português produzido pelo New England Journal of Medicine para você dominar de vez a técnica!

*Esse artigo foi revisado pelo time de enfermagem da PEBMED.

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