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colher com vários tipos de remédio

Alerta! Erros na administração de medicações em casa estão aumentando

Erros na administração de medicações são uma das principais causas de lesão e morte entre indivíduos de todas as idades nos Estados Unidos e em outros países do mundo. Um novo estudo, publicado no jornal Clinical Toxicology, aponta que esses erros estão cada vez mais frequentes.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram uma base de dados americana com registros de erros de medicação que ocorreram fora de hospitais e clínicas (como, por exemplo, tomar a dose errada de remédio, não seguir o tempo adequado entre as doses, etc).

Entre 2000 e 2012, foram registrados 67.603 exposições relacionadas a erros terapêuticos farmacológicos não intencionais fora de instituições de saúde, que resultaram em desfechos adversos graves.

A taxa média global desses erros de medicação foi de 1,73 por 100 mil habitantes, e houve um aumento de 100% durante o período de estudo. A frequência e as taxas de erro aumentaram em todas as faixas etárias, exceto em crianças menores de 6 anos.

Veja também: ‘1 em cada 5 pais comete erros graves de dosagem de remédios’

O grau de desfecho adverso mais comum foi o moderado (93,5%), seguido de grave (5,8%) e morte (0,6%). Tipos comuns de erros com a medicação incluíram dose incorreta, tomar ou administrar a medicação incorretamente e tomar o mesmo remédio duas vezes.

As categorias de medicamentos mais frequentemente associadas a desfechos adversos graves foram drogas cardiovasculares (20,6%; principalmente betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio e clonidina), analgésicos (12%; opiáceos e paracetamol) e hormônios (11%; insulina e sulfonilureia).

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que a taxa de erros com medicações fora do hospital está aumentando e são necessários esforços adicionais para evitar esse problema.

*Esse artigo foi revisado pelo médico Eduardo Moura.

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Referências:

  • Non-health care facility medication errors resulting in serious medical outcomes. Nichole L. Hodges, Henry A. Spiller, Marcel J. Casavant, Thiphalak Chounthirath & Gary A. Smith. Clinical Toxicology. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/15563650.2017.1337908

Um comentário

  1. Muito interessante esse assunto. Vou ficar acompanhando.