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Alerta! Laboratório encontra toxina paralisante em moluscos em Santa Catarina

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Na última quinta-feira, dia 19, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina emitiu um alerta às autoridades e aos médicos sobre a detecção de toxina paralisante (PSP) em moluscos bivalves (ostras, vieiras, mexilhões e berbigões) no Estado.

As toxinas, que são produzidas por um reduzido número de espécies de microalgas, foram encontradas em cultivos do litoral catarinense pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC. Quando acumuladas em organismos marinhos, elas podem causar intoxicação nos seres humanos ao serem consumidas.

Segundo documento da Diretoria, a intoxicação por PSP tem início rápido, de 5 a 30 minutos após a ingestão, e pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e, em casos graves, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória.

Considerando o risco de intoxicação alimentar, a entidade recomenda três condutas a serem adotadas pelos serviços de saúde no âmbito estadual:

  1. As equipes devem ficar alertas para ocorrência de casos suspeitos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) em pessoas com histórico de ingestão de moluscos bivalves nas últimas horas, que apresentem alguns dos seguintes sintomas: diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e paralisia generalizada.
  2. Os casos suspeitos deverão ser notificados a Vigilância Epidemiológica Municipal, que dará seguimento à investigação.
  3. Notificar também à Vigilância Epidemiológica Municipal os casos de surto (dois ou mais casos com vínculo epidemiológico).

O tratamento da DTA por causada por toxina do grupo PSP é de suporte e os casos graves devem ser monitorados em ambiente hospitalar.

Como forma de prevenção, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou o cultivo, retirada, venda e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões em todo o litoral de Santa Catarina.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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