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Apneia Central do Sono: você já viu isso em laudo de polissonografia

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Ao analisarmos um laudo de polissonografia, podemos nos deparar com um tipo menos comum de apneia do sono, a apneia central do sono. Não menos importante, e de complexa interpretação, por vezes passa em branco na análise do exame. Vejamos do que se trata.

Diferente da conhecida apneia obstrutiva do sono, a apneia central do sono (ACS) é definida pela ausência de esforço respiratório durante o episódio de parada respiratória; ressaltando-se que a etiologia não provém necessariamente no sistema nervoso central.

Conforme a figura 1, observamos queda do fluxo respiratório e ausência de sinal na cinta de esforço torácico-abdominal ou seja, não há obstrução de vias aéreas, principal fator a ser lembrado.

Figura 1. Evento de apneia central em traçado polissonografia (um ciclo é determinado pela duração do início do esforço ao seu fim). Primeira linha SpO2; Segunda linha: Fluxo aéreo pela cânula nasal; Terceira linha: cinta de esforço torácico-abdominal. Fonte: Acervo do autor.

O diagnóstico de ACS requer presença de eventos respiratórios predominantemente centrais com, no mínimo, cinco eventos por hora durante PSG (1). A ACS pode ser dividida em dois grupos fisiopatológicos:

• hipo ou normocápnica;
• hipercápnica

São motivadas respectivamente, por hiperventilação e hipoventilação. A hiperventilação é responsável pela instabilidade do centro respiratório devido hipocapnia, resultando em apneias centrais recorrentes.

A prevalência da ACS é alta, subdiagnosticada e variável, devido a diferentes critérios diagnósticos, comorbidades como fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, índice de massa corpórea, idade e gravidade da população estudada (2,3). Estima-se prevalência na população geral de 0,9% para ACS e 0,4% para RCS(2).

Pacientes com ICC hiperventilam provavelmente por causa da congestão pulmonar, que estimula receptores aferentes vagais. Em estudo avaliando gasometria arterial de pacientes submetidos a cateterismo cardíaco, encontrou-se relação inversa entre a pressão capilar pulmonar e a PaCO2(4). Estima-se portanto, que a RCS é manifestação clínica da congestão pulmonar em pacientes com ICC (4).

Fatores de risco para a RCS incluem:

• PaCO2 (gasometria arterial) < 38mmHg
• Fibrilação atrial e sexo masculino e
• Idade maior que 65 anos (2,3).

A ACS e RCS per se são pobres em sinais e sintomas específicos. As características clínicas dos pacientes com ACS estão associadas à gravidade da insuficiência cardíaca (ortopneia, dispneia paroxística noturna) e à má qualidade do sono (sono fragmentado, fadiga, sonolência diurna) causada por despertares frequentes.

Confira nos próximos artigos o tratamento da apneia central do sono, onde a servoventilação é o atual calcanhar de Aquiles da medicina do sono.

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Referências:

  • 1. American Academy of Sleep Medicine, editor. International Classification of Sleep Disorders, 3rd ed. Darien, IL; 2014.
  • 2. Donovan LM, Kapur VK. Prevalence and Characteristics of Central Compared to Obstructive Sleep Apnea: Analyses from the Sleep Heart Health Study Cohort. Sleep [Internet]. 2016 Jul 1 [cited 2018 Apr 5];39(7):1353–9. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27166235
  • 3. Lorenzi-Filho G, Azevedo ER, Parker JD, Bradley TD. Relationship of carbon dioxide tension in arterial blood to pulmonary wedge pressure in heart failure. Eur Respir J [Internet]. 2002;19(1):37–40. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11843325
  • 4. Solin P, Bergin P, Richardson M, Kaye DM, Walters EH, Naughton MT. Influence of pulmonary capillary wedge pressure on central apnea in heart failure. Circulation [Internet]. 1999;99(12):1574–9. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10096933
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