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Atendimento de saúde mental durante a epidemia de coronavírus

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A esta altura a maioria das pessoas já está familiarizada de alguma forma com o coronavírus e a doença causada por ele (o Covid-19). Este relato de um correspondente do Lancet Psychiatry deste mês descreve quais estratégias foram adotadas para atender a demanda de saúde mental da população chinesa nesse contexto e o que podemos aproveitar dessa experiência.

Coronavírus e saúde mental

Desde seu surgimento e ao longo do tempo em que o número de casos aumentou rapidamente, a população civil e as equipes de saúde vêm apresentando problemas de saúde mental relacionados à, na época, epidemia. Esses incluem sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Dessa forma, desde janeiro, o órgão responsável pela saúde pública chinesa já emitiu vários protocolos sobre saúde mental, que envolvem desde notificação até medidas assistenciais.

Em 2003, no auge da epidemia da SARS, o acesso à internet e aos smartphones não era tão amplo. Dessa forma não havia tantos serviços de saúde mental disponíveis para serem acessados online. Mas no contexto da atual pandemia de coronavírus a realidade é outra e os profissionais de saúde mental podem oferecer seus serviços mesmo durante a crise.

Leia também: Burnout e a saúde mental dos médicos

Como a transmissão do vírus é rápida, muitos têm evitado o contato pessoal ou mesmo são colocados em quarentena. Por isso o acesso aos serviços de saúde mental online constituem uma forma segura de se obter ajuda. Aqui são discutidas alguns benefícios provenientes desse tipo de intervenção na experiência chinesa.

Pesquisas: inicialmente foram feitas 72 pesquisas em saúde mental durante a então epidemia de Covid- 19. Elas utilizavam, por exemplo, aplicativos de mensagem que têm a opção de criação de questionários (WeChat). Uma das vantagens desse método era ter uma cobertura bem abrangente: pacientes, médicos e a população geral em diversas áreas da China. Uma dessas pesquisas encontrou os seguintes resultados de prevalência:

  • Depressão: 50,7% (avaliada com o PHQ-9, com resultado maior ou igual a 5);
  • Transtornos ansiosos: 44,7% (avaliados através do GAD-7 também com resultado maior ou igual a 5);
  • Insônia: 36,1% (com resultados iguais ou maiores do que 8 no Insomnia Severity Index);
  • Sintomas relacionados ao estresse: 73,4% (com resultados maiores ou iguais a 9 no Impact of Events Scale-Revised).

Através desses achados as autoridades de saúde locais puderam alocar recursos e desenvolver estratégias de saúdes orientadas para esses resultados.

Também foram desenvolvidas estratégias de psicoeducação através de programas e aplicativos como TikTok e o já citado WeChat. E estes foram amplamente usados não só pela população geral, como também pelos funcionários da área de saúde. Além disso foram colocados à disposição em mídia eletrônica para livre acesso materiais sobre a doença (Covid-19), incluindo sobre sua prevenção, controle e questões relativas à saúde mental. Em 08 de fevereiro deste ano já haviam 29 livros online publicados, sendo 11 desses sobre saúde mental.

Finalmente foram disponibilizados serviços de aconselhamento online feitos por profissionais de saúde, universidades, sociedades acadêmicas, etc. Estes estavam disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Mais da autora: Insônia em gestantes: terapia cognitivo-comportamental online pode ser eficaz?

Esses serviços incluíram terapia cognitivo-comportamental para depressão, insônia e ansiedade. Programas baseados em inteligência artificial também foram foram usados para intervenção em crises. Um exemplo de aplicação seria a identificação de possível risco de suicídio. Nestes casos, o programa faria o reconhecimento através de análise e monitoramento de mensagens numa determinada rede social, gerando um alerta aos voluntários quando fosse necessário.

A criação e a aplicação das estratégias de saúde mental citadas permitem o desenvolvimento de intervenções de emergência em momentos de crise, como o atual. Através dessa experiência chinesa entendemos como é possível desenvolver abordagens de melhor qualidade e mais eficazes, avaliando sua possível adoção neste momento ou no futuro.

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