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paciente e médico analisando exame

Biópsia do linfonodo sentinela: por que devemos optar por essa técnica?

Tempo de leitura: 2 minutos.

O diagnóstico por meio da biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é uma técnica que permite um estadiamento linfonodal mais acurado e sem a morbidade de uma linfadenectomia total ou radical.

Atualmente, a biópsia de linfonodo sentinela está bem estabelecida em relação aos seus benefícios quanto a diminuição de morbidade das pacientes com câncer de mama inicial sem alterar a sobrevida. Um importante estudo para estabelecer essa relação foi o ACOSOG Z0011.

Esse estudo foi um ensaio prospectivo randomizado publicado em 2010 cujo objetivo era avaliar a sobrevida e recidiva locorregional de pacientes que foram submetidos a BLS.

Foram selecionados 891 pacientes dentro dos seguintes critérios: mulheres acima de 18 anos, com estadiamento clínico T1/T2N0M0, com similaridade em relação a idade, tipo e tamanho tumoral, score de Bloom Richardson, status receptor hormonal. Foram excluídas pacientes lactantes, gestantes, presença de mais de 3 linfonodos sentinelas comprometidos e acometimento extranodal.

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As pacientes foram submetidas à cirurgia conservadora e biópsia de linfonodo sentinela e foram divididas em dois grupos: o que realizava esvaziamento axilar e as que foram apenas submetidas à BLS. Os dois grupos após procedimento cirúrgico receberam tratamento adjuvante, variando de acordo com a necessidade (radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia).

Quatrocentos e quarenta e cinco pacientes realizaram esvaziamento axilar e 446 pacientes biópsia de linfonodo sentinela com retirada de dois linfonodos em média. Esses pacientes tiveram um follow-up médio de 6,3 anos. Os resultados desse estudo foram baixa recidiva local em ambos os grupos, sem alteração de sobrevida em ambos.

Esse estudo recebeu algumas críticas em relação ao tempo de follow-up pois a maioria dos tumores são receptores hormonais positivos que possuem como característica a recorrência locoregional tardia, acima de 5 anos. Logo em 2016 realizaram uma atualização do ACOSOG com um follow-up médio de 10 anos, com a mesma baixa recidiva locoregional.

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Referências:

  • Locoregional Recurrence After Sentinel Lymph Node Dissection With or Without Axillary Dissection in Patients With Sentinel Lymph Node Metastases. Ann Surg 2016;264:413–420. DOI: 10.1097/SLA.0000000000001863

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