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Caso clínico: ECG aponta sinais de sobrecarga de volume do VE

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Homem de 60 anos, previamente hipertenso, sem outras comorbidades ou fatores de risco, em dezembro de 2018 apresentou quadro de dor torácica típica e dispneia aguda, enquanto realizava esforço físico. Procurou Unidade de Pronto Atendimento. Lá, foi realizado ECG, conforme imagem abaixo, apontando distúrbio de condução do ramo direito e ondas T apiculadas, que poderiam sugerir isquemia. Foi realizada curva de enzimas cardíacas, e a troponina positivou.

caso clínico
ECG 1

Paciente foi manejado como quadro de IAM SSST, e teve alta três dias após, pois no local não havia serviço de hemodinâmica. Procurou o PSF, sendo auscultado “sopro no coração” (sic), e o indivíduo foi regulado para avaliação em hospital cardiológico de referência.

Em fevereiro deste ano, em sua primeira consulta, apresentava o ECG abaixo (imagem do segundo ECG), o qual apontava sinais de sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo e desaparecimento do distúrbio de condução do ramo direito.

Ao exame físico, apresentava sopro sistólico piante, 4+/6+, irradiando tanto para rebordo esternal quanto até região axilar. Realizado ecocardiograma, que mostrou folheto posterior prolapsado, com insuficiência mitral grave, por rotura do folheto. Além disso, já apresenta sinais de hipertrofia biventricular e do átrio esquerdo, além de hipertensão pulmonar.

Atribuímos à aguda hipertensão pulmonar, causada pela rotura do folheto valvar, como etiologia do distúrbio de condução do ramo direito agudo no ECG de admissão.

ECG 2

Solicitou-se cateterismo cardíaco e exames laboratoriais de pré-operatório. Ajuste medicamentoso foi feito na prescrição do paciente, que foi direcionado para posterior internação no hospital, com proposta de plastia mitral cirúrgica.

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