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MP, 23 anos, sexo masculino, natural do Rio de Janeiro, sem comorbidades, não faz uso de nenhum medicamento regularmente.

Há 3 semanas iniciou tosse secretiva. Como evoluiu com cefaleia e piora da tosse, procurou a emergência no décimo quarto dia de evolução, quando foi diagnosticado com sinusite e iniciou Clavulin e Predsin.

Apresentou inicialmente uma melhora, porém no quinto dia de antibiótico, notou retorno da tosse. No sétimo dia, que estava programado para ser o último dia da medicação, pegou um voo partindo do RJ para Araguaína, onde tinha um evento a trabalho. Fez escala em Brasília, quando começou a apresentar febre, cefaleia e piora importante do estado geral.

Ao chegar em Araguaína, foi encaminhado para emergência.  Na admissão, queixava-se de cefaleia e tonteira. Apresentava febre de 40 graus, taquicardia (FC 130), PA 120×80.

Foi solicitada TC de seios da face:

 

 

Quais seriam suas hipóteses diagnósticas?

Após esta tomografia, foi identificado que o paciente tinha sinusite e, além disso, foi encontrada uma imagem cerebral que ele desconhecia. Algumas hipóteses foram levantadas, como cisto epidermoide, cisto aracnoide, glioma e abscesso cerebral (considerando o quadro clínico de febre e infecção de seios da face).

Neste contexto, logo após foi solicitada uma tomografia de crânio com contraste.

 

O laudo revelou:

Volumosa formação cística frontotemporal à esquerda, com atenuação semelhante ao líquor, ocupando o polo anterior da fossa craniana média, determinando deslocamento de do parênquima cerebral adjacente. Mede cerca de 7,9×7,0x4,1cm. Imagem inespecífica podendo corresponder a cisto aracnoide.

No dia seguinte, o paciente foi visto pela equipe de neurocirurgia, que solicitou uma RNM cerebral e confirmou-se a hipótese de cisto aracnoide. Ele fez antibiótico intravenoso para a sinusite e evoluiu bem do quadro infeccioso. Seguiu acompanhamento ambulatorial do cisto aracnoide.

Sobre os cistos aracnoides

Cistos aracnoides são coleções de líquor dentro das membranas aracnoides e correspondem ​​por aproximadamente 1% das massas intracranianas. A incidência de cistos aracnoides assintomáticos está aumentando à medida que mais pacientes são submetidos a procedimentos de neuroimagem para sintomas não relacionados.

A sintomatologia depende da topografia, podendo apresentar cefaleia, convulsões e menos comumente, déficits neurológicos focais. Os cistos suprasselares geralmente causam hidrocefalia obstrutiva e podem causar até disfunção visual e / ou endócrina.

O tratamento depende da sintomatologia relacionada ao cisto. No caso de lesões assintomáticas, imagens seriadas e exames neurológicos são a rotina.

A cirurgia é indicada se houver sintomas de aumento da pressão intracraniana, convulsões, déficits neurológicos focais ou comprometimento cognitivo.

Pacientes com cistos aracnoides suprasselares devem ser monitorados para anormalidades endócrinas secundárias.

Autora:

Referências bibliográficas

  • Van der Meché FG, Braakman R. Arachnoid cysts in the middle cranial fossa: cause and treatment of progressive and non-progressive symptoms. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 1983;46(12):1102-1107. doi:10.1136/jnnp.46.12.1102
  • Al-Holou WN, Terman S, Kilburg C, Garton HJ, Muraszko KM, Maher CO. Prevalence and natural history of arachnoid cysts in adults. J Neurosurg. 2013 Feb;118(2):222-31. doi: 10.3171/2012.10.JNS12
  • Pereira RG, Niemeyer B, Hollanda RTL, Almeida LB, Simeão TB, Marchiori E. Lesões císticas intracranianas não neoplásicas: nem tudo são cistos aracnoides. Radiol Bras. 2021 Jan/Fev;54(1):49–55.
  • Milan G Chheda, MDPatrick Y Wen, MD. Uncommon brain tumors. Uptodate. Visualizado em: 27 de dezembro de 2021.

 

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