Página Principal > Infectologia > Casos de hepatite A disparam no Brasil em 2018
figado humano em close

Casos de hepatite A disparam no Brasil em 2018

Tempo de leitura: 2 minutos.

Os casos de hepatite A dispararam no Brasil em 2017 e no primeiro semestre de 2018. Apenas o Estado de São Paulo registrou 786 notificações em 2017 e 301 notificações entre janeiro e abril de 2018; em todo 2016, esse número foi de apenas 64. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também publicou um relatório reportando um aumento incomum nos casos de hepatite A no país.

Atualmente, a infecção atinge principalmente homens que têm relação sexual desprotegida com outros homens. Ingestão de água ou alimentos contaminados pelo vírus são outras formas de contágio.

Sobre a hepatite A

Doença infecciosa viral, contagiosa, transmitida por via oral-fecal ou através de alimentos (como frutos do mar e alguns vegetais) ou da água contaminada. A doença pode ser sintomática ou assintomática. Durante o período de incubação, que leva em média de duas a seis semanas, os sintomas não se manifestam, mas a pessoa infectada já é capaz de transmitir o vírus.

O diagnóstico da hepatite A é feito pela história clínica, por meio da detecção de anticorpos contra o vírus VHA no sangue ou pela presença de seus fragmentos nas fezes.

Não existe tratamento específico contra a hepatite A. Pessoas que vivem no mesmo domicílio que o paciente infectado ou que estão em más condições de saúde podem receber imunoglobulina policlonal para protegê-las contra a infecção.

Vacinação

A hepatite A pode ser prevenida através da utilização da vacina específica contra o vírus A1. Entretanto, a melhor estratégia de prevenção desta hepatite inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene.

LEIA MAIS: Novo calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde para 2018

Recomendações da OMS para hepatite A

  • Países com perfil de baixa endemicidade para a hepatite A devem oferecer vacinação a indivíduos em alto risco e de complicações graves após a infecção. Os grupos de risco incluem homens que fazem sexo com homens, usuários de droga e pacientes com doença hepática crônica.
  • A vacinação deve ser incluída como parte de um pacote abrangente de serviços para prevenir e controlar a hepatite viral, incluindo educação em saúde e medidas para controle de surtos.
  • O uso da vacina deve ser preferido para profilaxia pré e pós-exposição (por exemplo, para contatos próximos de casos agudos de hepatite A).
  • Os países podem considerar o cronograma de dose única para a vacinação contra a hepatite A para controlar os surtos, especialmente quando a disponibilidade da vacina é escassa.
  • A mensagem de saúde pública deve ser dirigida a grupos com maior risco de hepatite A e de complicações graves da infecção.
  • A informação deve incluir conselhos sobre prevenção: vacinação, higiene, segurança alimentar e medidas de sexo mais seguro.

Tenha sempre condutas atualizadas na sua mão! Baixe gratuitamente o Whitebook.

Referências:

  • Revista Saúde é Vital – Julho 2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.



Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.