Cetoacidose diabética em crianças durante a pandemia de Covid-19

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A pandemia de Covid-19 levou a importantes medidas de saúde pública que resultaram na diminuição da utilização de cuidados pediátricos agudos. O estudo Diabetic ketoacidosis at type 1 diabetes diagnosis in children during the Covid-19 pandemic, de Ho e colaboradores, publicado no jornal Pediatric Diabetes, mostrou que, no Canadá, houve um aumento significativo de quadros de cetoacidose diabética (CAD) e CAD grave em crianças com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 1 (DM1) durante a pandemia.

Os pesquisadores avaliaram se a frequência de apresentações graves de início de DM1, como cetoacidose diabética, foi modificada desde que as medidas de saúde pública contra a Covid-19 foram promulgadas. Dessa forma, foi realizada uma análise retrospectiva de prontuários de pacientes pediátricos com idade inferior a 18 anos, apresentando início de DM1 durante o período pandêmico, de 17 de março a 31 de agosto de 2020. A pesquisa foi realizada em dois hospitais pediátricos terciários em Alberta, no Canadá. As taxas de CAD e CAD grave foram comparadas ao mesmo período de tempo no ano de 2019 (controle pré-pandêmico). 

Os resultados mostraram que o número de crianças com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 1 foi semelhante durante o ano pandêmico de 2020 em comparação ao ano de 2019 (107 crianças em 2020 versus 114 em 2019). A frequência de CAD foi significativamente maior no período pandêmico (68,2% versus 45,6%; p <0,001). A incidência de CAD grave também foi maior (27,1% em 2020 versus 13,2% em 2019; p = 0,01). 

O fato de ser uma coleta de dados retrospectiva limita o estudo. Algumas informações, como sintomas e sua duração, por exemplo, dependiam de documentação de informações autorrelatadas que poderiam estar sujeitas a viés de memória. Além disso, a identificação de casos foi limitada aos bancos de dados em Calgary e Edmonton e não incluiu hospitais rurais. 

Esse estudo mostrou que, durante a pandemia, as apresentações iniciais do DM1 foram mais graves, provavelmente devido ao impacto no sistema de saúde e na prestação de serviços. É importante frisar que, durante a pandemia, não houve aumento na incidência de diabetes mellitus tipo 1 em crianças. Todavia houve um aumento significativo nas taxas de cetoacidose diabética. Dessa forma, o reconhecimento precoce das manifestações clínicas do DM1 por profissionais de saúde e familiares pode levar ao início rápido de estabilização e tratamento ambulatorial eficazes.

Leia também: Cetoacidose diabética e EHH: revisão e fluxograma de manejo

O estudo ressalta a importância do acesso oportuno aos cuidados de saúde e encaminhamento imediato para serviços de diabetes mellitus tipo 1 pediátrico ou para o pronto-socorro após o reconhecimento dos sintomas de DM1. Quando o diagnóstico é retardado, os pacientes continuarão a ter descompensação metabólica rápida, resultando em CAD. A CAD está associada à morbidade e mortalidade, e os pesquisadores reforçam que esses dados apoiam a necessidade de campanhas de conscientização direcionadas à prevenção da cetoacidose diabética no diagnóstico de DM1 por meio do reconhecimento e tratamento precoces. Isso enfatiza a necessidade de educar os profissionais de saúde e as famílias para que estejam cientes dos sintomas da hiperglicemia e da importância da identificação e da terapêutica, mesmo diante de medidas de saúde pública para evitar a disseminação da Covid-19.

Autora: 

Referência bibliográfica:

  • Ho J, Rosolowsky E, Pacaud D, et al. Diabetic ketoacidosis at type 1 diabetes diagnosis in children during the COVID-19 pandemic [published online ahead of print, 2021 Mar 21]. Pediatr Diabetes. 2021;10.1111/pedi.13205. doi: 10.1111/pedi.13205

 

 

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