Choque séptico: mono versus dupla terapia antimicrobiana - PEBMED

Choque séptico: mono versus dupla terapia antimicrobiana

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Em artigo do Journal of Antimicrobial Chemotherapy, pesquisadores realizaram um estudo para avaliar a influência na mortalidade da monoterapia antimicrobiana em comparação com a dupla terapia em pacientes com choque séptico.

Esse estudo retrospectivo envolveu 576 pacientes tratados por choque séptico monomicrobiano em um centro universitário norte-americano, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015. Entre participantes, 340 (59%) receberam monoterapia antimicrobiana e 236 dupla terapia antimicrobiana (beta-lactâmico, mais um aminoglicosídeo, fluoroquinolona ou glicopeptídeo).

Os pacientes que receberam dupla terapia antimicrobiana eram mais jovens, receberam corticosteroides mais frequentemente e eram mais propensos a ter uma doença subjacente não fatal, uma neoplasia hematológica ou neutropenia. Já os pacientes que receberam monoterapia apresentaram neoplasia maligna de órgãos sólidos, cirurgia prévia ou infecções intra-abdominal, biliar e urinária mais frequentemente.

Não houve diferença na mortalidade por todas as causas entre os grupos no período de 7, 15 e 30 dias. No entanto, em pacientes com neutropenia, a dupla terapia antimicrobiana foi associada de forma independente com um melhor desfecho em 15 (odds ratio [OR] = 0,29; IC de 95%: 0,09 a 0,92) e 30 (OR = 0,25; IC de 95%: 0,08 a 0,79) dias. Em pacientes com infecção por Pseudomonas aeruginosa, a dupla terapia antimicrobiana foi associada a menor mortalidade em 7 (OR = 0,12; IC de 95%: 0,02 a 0,7) e 30 dias (OR = 0,26; IC de 95%: 0,08 a 0,92).

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que nessa população, a dupla terapia antimicrobiana mostrou benefício apenas nas infecções por P. aeruginosa e em pacientes neutropênicos.

Veja também: ‘Sepse – revisão clínica PEBMED’

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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