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Como é o trabalho de assistência na saúde indígena

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) é responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) no Sistema Único de Saúde (SUS).

A missão da secretaria é implementar um novo modelo de gestão e de atenção no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado com o SUS (SasiSUS), descentralizado, com autonomia administrativa, orçamentária, financeira e responsabilidade sanitária dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Entre as atribuições da SESAI destacam-se: desenvolver ações de atenção integral à saúde indígena e educação em saúde, em consonância com as políticas e os programas do SUS e observando as práticas de saúde tradicionais indígenas; e realizar ações de saneamento e edificações de saúde indígena.

Equipe de saúde

A equipe de saúde indígena é composta pelo agente indígena de saúde, auxiliar de enfermagem, enfermeiro, médico, dentista, técnico de laboratório, apesar de nem todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) contarem com todos esses profissionais, seja pela falta de afinidade com este tipo de trabalho ou pelo desconhecimento dessa área.

“A assistência de saúde voltada para a população indígena é de suma importância, considerando que boa parte dessa população está localizada em locais de difícil acesso e, às vezes, com pouco contato com outras populações indígenas ou não”, explica Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz/Rondônia, na área de Virologia Molecular.

Os DSEIs realizam um trabalho estruturado com equipes de saúde que, na maioria das vezes, seguem até as aldeias indígenas atender a essas pessoas permitindo uma triagem inicial da saúde desta população.

Principais dificuldades

Segundo a pesquisadora da Fiocruz/Rondônia, uma das principais dificuldades da assistência em saúde indígena é o deslocamento desta população para a cidade, tendo em vista as características geográficas da Amazônia Brasileira. “Às vezes, no período de inverno, temos um período de cheia dos rios onde estas populações permanecem isoladas, dificultando o acesso. Outra dificuldade é repassar a importância do diagnóstico, do tratamento e do acompanhamento referente às hepatites virais crônicas para que eles entendam a importância do acompanhamento clínico laboratorial, pois as hepatites crônicas têm uma característica silenciosa, com isso os sintomas não visíveis fazendo com que não entendam a importância da doença”, explica Deusilene Dall’Acqua.

Os profissionais de saúde que pretendem atuar na área de assistência indígena devem – em primeiro lugar – procurar entender melhor a cultura dos povos indígenas e respeitar os seus costumes e tradição para prestar uma assistência diferenciada sem imposições.

“A grande maioria dos índios ainda não tem conhecimento sobre saúde e o impacto das doenças. Os profissionais precisam ser capacitados e sempre estarem atualizando-se e trocando experiências para uma melhor adesão aos cuidados dessa população”, conta a pesquisadora, que também é coordenadora do projeto intitulado “Caracterização molecular dos vírus das hepatites B, C e Delta na população indígena do estado de Rondônia, Amazônia Ocidental, Brasil”.

Ela esclarece que a grande maioria das pesquisas realizadas nos povos indígenas avalia muito a parte cultural e as suas tradições. E que pesquisas relacionadas à área de saúde ainda são pontuais apenas em alguns locais do país.

LEIA MAIS: Número de médicos tem aumento histórico, mas desigualdade e problemas na assistência permanecem

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About Úrsula Neves

Úrsula Neves
Jornalista carioca. Diretora executiva do Digitais do Marketing, colunista de cultura e maternidade dos sites Cabine Cultural e Feminino e Além, respectivamente.

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