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Como estimar o risco em gestantes cardiopatas?

Tempo de leitura: 2 minutos.

As complicações cardíacas não são raras em gestantes, ocorrendo em até 5% das pacientes. Além disso, quando uma paciente com cardiopatia engravida, há maior risco materno e fetal. A hipertensão é o evento cardiovascular mais comum na gestação. Por outro lado, as cardiopatias congênitas são as doenças mais comuns entre as cardiopatas que engravidam.

Apesar de haver diferentes formas de lesão cardíaca congênita, cada uma com seu risco intrínseco, busca-se identificar quais parâmetros melhor predizem o risco de complicações maternas e fetais. Um estudo recente no Canadá, com 2 mil pacientes, desenvolveu um escore, chamado CARPREG II, com o objetivo de estratificar o risco de cardiopatas grávidas.

A população tinha idade média de 30 anos, sendo as cardiopatias congênitas a causa da doença cardíaca em 63% das pacientes: 15% com lesões valvares do lado esquerdo (mitral e/ou aórtica) e 13% com insuficiência cardíaca. Do total de pacientes, 47% estavam em classe funcional III ou IV e/ou com presença de cianose!

As complicações cardiovasculares ocorrerem em 16% das gestantes, com risco de morte de 0,4%. As mais comuns foram arritmias (9%), principalmente no período pré-natal, e a insuficiência cardíaca descompensada (6%), mais comum nos primeiros 3 meses de puerpério. No período do parto, em si, o risco de descompensação foi menor!

Após análise multivariada, o escore CARPREG II foi montado com:

Evento cardíaco prévio e/ou arritmia 3
CF III ou IV e/ou cianose 3
Valva mecânica 3
Disfunção ventricular 2
Doença valvar da cavidade esquerda de alto risco e/ou obstrução ao trato de saída do VE 2
Hipertensão arterial pulmonar 2
Doença arterial coronariana 2
Aortopatia de alto risco 2
Ausência de tratamento / intervenção cardíaca prévia 1
Avaliação pré-natal tardia (demorou a iniciar pré-natal) 1

E o risco cardiovascular (não de morte, mas de qualquer evento) é:

Pontos Risco
0-1 5%
2 10%
3 15%
4 22%
> 4 41%

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