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Como manejar a depressão no idoso?

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Qual é a melhor estratégia no manejo da depressão em idosos? É o que responde uma análise feita pelo Journal Of The American Medical Association (JAMA), com base nas últimas evidências disponíveis.

A depressão é comum em adultos mais velhos e, em comparação com os mais jovens, essa população é mais propensa a ter outros distúrbios médicos e comprometimento cognitivo. Por isso, é fundamental que o médico saiba identificar os sintomas em seus pacientes e tratá-los corretamente.

Os fatores de risco incluem gênero feminino, doença somática crônica, comprometimento cognitivo, comprometimento funcional, falta de contatos sociais próximos, traços de personalidade, eventos de vida estressantes, perdas e história de depressão.

Para essa revisão, pesquisadores analisaram 1.608 artigos relevantes para o tratamento da depressão em idosos. As conclusões foram:

– Os antidepressivos são a opção de tratamento mais bem estudada. No entanto, a psicoterapia, a terapia de exercícios e a terapia eletroconvulsiva também podem ser eficazes para depressão leve a moderada, em pacientes que preferem tratamento não farmacológico ou que são muito frágeis para tratamentos medicamentosos.

– Muitos pacientes mais velhos precisam das mesmas doses de medicamentos antidepressivos que são usados ​​para indivíduos mais novos.

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– Embora os antidepressivos possam efetivamente tratar a depressão em idosos, eles tendem a representar maior risco de eventos adversos, devido à múltiplas comorbidades médicas e interações medicamentosas em caso de polifarmácia.

– Evidências de alta qualidade não suportam o uso de tratamento farmacológico da depressão em pacientes com demência.

– Os antidepressivos podem ser diminuídos gradualmente durante um período de várias semanas, mas a interrupção pode estar associada a recaída ou recorrência de depressão. O paciente deve ser observado de perto.

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Referências:

  • Kok RM, Reynolds CF. Management of Depression in Older AdultsA Review. JAMA. 2017;317(20):2114-2122. doi:10.1001/jama.2017.5706