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Confira 10 orientações de enfermagem à criança com doença de Crohn

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A doença de Crohn consiste em uma inflamação intestinal crônica e cíclica, que pode acometer qualquer porção da boca ao ânus, ainda de origem desconhecida. Alguns estudos acreditam que a doença esteja relacionada a defeitos na função imunorreguladora da resposta inflamatória a bactérias e vírus no trato gastrointestinal, em pessoas com predisposição genética.

Os principais sinais e sintomas presentes são diarreia frequente, cólica abdominal, náusea, vômito,perda de peso, fadiga e restrição ao crescimento. A criança também pode apresentar lesões orais, anais e perianais, febre, erupções cutâneas dolorosas, dentre outras manifestações.

Durante a consulta de enfermagem à criança com Doença de Crohn, é importante o enfermeiro investigar principalmente sobre o aspecto das fezes (presença de sangramento, consistência, frequência, etc), hábitos alimentares, evolução do ganho de peso da criança e presença de alterações de pele.

O exame físico deve contemplar: a verificação dos sinais vitais, avaliação do crescimento através do peso e altura, inspeção da cavidade oral, avaliação abdominal com inspeção (observar presença de distensão abdominal), ausculta, palpação abdominal superficial e profunda (atentar para presença de dor e massas, principalmente, em fossa ilíaca direita), avaliação da região genital e perianal (observar lesões, abcessos, fístulas e fissuras), inspeção da pele (atentar para erupções cutâneas), avaliação da mobilidade articular e avaliação da dor.

Inúmeros são os cuidados de enfermagem que devem ser dispensados à criança com Doença de Crohn, entretanto, por se tratar de uma condição crônica, as ações de educação em saúde, bem como a promoção do autocuidado são fundamentais.

Dessa forma, elencamos 10 orientações de enfermagem prioritárias à criança com Doença de Crohn.

  1. Orientar quanto a manutenção de uma dieta calórica e proteica, conforme a orientação do profissional de nutrição.
  2. Orientar que dietas com restrição de lactose e com poucas fibras insolúveis podem ser necessária em alguns momentos.
  3. Orientar sobre consumo de refeições pequenas e frequentes.
  4. Orientar sobre suplementação de vitaminas, minerais, probióticos, conforme prescrito.
  5. Orientar o consumo de alimentos macios, em casos de lesões orais.
  6. Orientar sobre cuidados com ileostomia e outros dispositivos, em casos indicados de colocação.
  7. Orientar quanto ao reconhecimento dos sinais de desidratação no domicílio.
  8. Orientar sobre manipulação, dose e administração de medicações prescritas e quanto ao reconhecimento de possíveis reações adversas.
  9. Por se tratar de uma doença crônica, os pais ou responsáveis devem ser orientados a conversar na escola sobre essa condição da criança, sintomas, medicações, cuidados específicos, limitações que possa apresentar durante o desenvolvimento de atividades escolares e telefone para contato em casos de emergência.
  10. Orientar aos pais que a realização de atividades físicas não está contraindicada. Entretanto, atividades físicas que exijam esforço podem agravar a dor abdominal e a fadiga.

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Autor:

Referências:

  • Melo MCB, et al. Doença inflamatória intestinal na infância. Revista de Medicina Minas Gerais, 26 (2) 35-44, 2016.
  • Bernstein C, et al. Doença inflamatória intestinal. World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines, 2015.
  • Hockenberry, MJ, Wilson, DW. Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
  • Machado MB, et al. Guia de Cuidados na Infância: Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn. Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, 2017.

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