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Controle da PA em pacientes diabéticos: o que você precisa saber

Tempo de leitura: 2 minutos.

Hipertensão é comum nos pacientes diabéticos, sobretudo naqueles com nefropatia. A presença de pressão arterial mal controlada nos pacientes diabéticos gera aterosclerose e eleva o risco cardiovascular aumentando a chance de complicações micro e macro vasculares.ess

Estas complicações são a maior causa de morbidade e mortalidade atualmente entre os pacientes com diabetes mellitus (DM), além de elevarem muito os custos no tratamento destes pacientes.

Desde a década de 1990, quando passamos a tratar de maneira mais agressiva todos as morbidades e fatores de risco, houve redução dos desfechos negativos como demostrado em inúmeros estudos já publicados, por exemplo: ACCORD (BP), ADVANCE (BP) e UKPDS.

Alvo de pressão arterial (PA) nos pacientes com DM:

– PA < 140×90.
– PA < 130×80, nos pacientes com risco cardiovascular elevado e/ou nefropatia.

Tratamento:

1 – Mudança de estilo de vida: tal recomendação deve ser fornecida a todos os pacientes. Controle do peso, dieta hipossódica, redução do tabagismo e da ingestão de álcool e estímulo a prática de atividade física. Ressalva importante, estas mudanças não só melhoram o controle pressórico como também o controle glicêmico e lipídico.

2 – Terapia farmacológica: indicada naqueles pacientes com PA fora do alvo sugerido anteriormente. Preferencialmente usar medicações que sabidamente reduzem risco cardiovascular nos diabéticos: iECAs, BRAAs, diuréticos tiazídicos e bloqueadores de cálcio diidropiridínicos, lembrando que as duas primeiras classes devem ser a primeira escolha se o paciente apresentar nefropatia (restrições devem ser aplicadas baseadas no clearance de creatinina).

Discussão:

Hipertensão é um fator de risco forte e modificável na história natural do diabetes mellitus, dados de literatura são categóricos em afirmar que controle pressórico (PA < 140×90) é benéfico nestes pacientes além das mudanças de estilo de vida. Dispomos de uma variedade de medicações para nos auxiliar no tratamento, portanto não devemos deixar de medir e acompanhar a PA dos nossos pacientes (podemos até estimula-los a medir ambulatorialmente a própria PA). Cuidado adicional deve ser realizado naqueles pacientes com nefropatia e/ou risco cardiovascular mais elevado.

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