Covid-19: aplicativo detecta infecções assintomáticas por meio de tosse gravada em celular - PEBMED

Covid-19: aplicativo detecta infecções assintomáticas por meio de tosse gravada em celular

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Um algoritmo de inteligência artificial para a detecção da Covid-19 está sendo testado em Joinville, Santa Catarina. Os pacientes do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt estão sendo convidados a realizar o exame de PCR e a tossir para um aplicativo de celular. Os resultados serão cruzados para a checagem clínica do projeto.

A expectativa é conseguir dois mil pacientes em um mês para compor a pesquisa e chegar a um índice de precisão acima de 85%, parecido com os testes de antígenos encontrados em farmácias para detectar a Covid -19.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) já haviam descoberto no ano passado que os indivíduos assintomáticos podem diferir dos saudáveis ​​na maneira como tossem. Essas diferenças não são decifráveis ​​para o ouvido humano, sendo apenas captadas pela inteligência artificial, como no caso do app desenvolvido pela organização internacional sem fins lucrativos Virufy e testado agora no sul do país.

“Esse padrão pode ser destacado de tal forma que, alimentando o algoritmo com diversos tipos de tosse, pode detectar a probabilidade de a pessoa possuir Covid-19 ou não, a partir do registro de sua tosse”, informa o site da Virufy.

A ONG já está em negociações com outros hospitais brasileiros para a ampliação de testes clínicos, incluindo hospitais universitários e redes particulares de saúde.

Probabilidade

“Como a empresa não tem fins lucrativos, a proposta é disponibilizar esse aplicativo de forma gratuita, para facilitar na detecção da doença somente através do som da tosse”, explicou gerente da Virufy, Soraya Cavalcanti, em entrevista à Agência Brasil.

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Já foram realizados testes com milhares de tosses de pessoas da América Latina, Europa e Ásia para distinguir entre sons aqueles que o novo coronavírus provoca na tosse.

mulher com covid-19 tossindo para aplicativo

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Estudo clínico

A meta é expandir os testes no país em parcerias com clínicas para fechar em dois ou três meses o estudo clínico de aprovação do algoritmo e iniciar o uso do aplicativo pela população brasileira.

“Estamos na fase de coleta de tosses para afinar o algoritmo. Quando ele estiver em uma porcentagem mais afinada, conseguiremos lançar o aplicativo para ser utilizado de forma gratuita para auxiliar no pré-diagnóstico”, esclareceu Soraya Cavalcanti.

Expectativa

No Brasil, o projeto está dividido em duas partes. Uma é a coleta de tosses de pessoas que apresentem sintomas semelhantes aos da Covid-19 através do site. Com o algoritmo treinado, a segunda parte é aplicá-lo numa pesquisa com pacientes reais que apresentarem testagens positivas e negativas para a Covid-19.

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A expectativa é que o app possa ser uma ferramenta importante de detecção precoce, sendo mais barato para a aplicação em larga escala e podendo ser utilizado pelos médicos juntamente com exame clínico e a verificação de temperatura.

É importante destacar que a detecção precoce e imediata pode incentivar a quarentena voluntária daqueles que ainda não foram vacinados, principalmente em países em que o ritmo de vacinação é lento.

Qualquer brasileiro que tenha sintomas semelhantes pode enviar sua tosse por meio de um smartphone ou computador para ajudar na pesquisa. Basta acessar o site da ONG Virufy.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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