Covid-19: Isolamento social pode provocar o surgimento de doenças psicodermatológicas - PEBMED

Covid-19: Isolamento social pode provocar o surgimento de doenças psicodermatológicas

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A necessidade de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus pode provocar estresse, sentimento de angústia, ansiedade e medo em muitas pessoas, principalmente as que vivem sozinhas. Além de distúrbios psicológicos, devido às ações de combate à Covid-19, outros problemas podem aparecer nos consultórios médicos, como o aparecimento de doenças psicodermatológicas. Aliás, essa é uma área da dermatologia que interage simultaneamente entre as doenças de pele e a saúde mental dos pacientes.

Entre as principais queixas psicodermatológicas estão a acentuação da queda de cabelos, a piora da dermatite atópica, o agravamento da psoríase e até o reaparecimento de manchas brancas de vitiligo, que já estavam pigmentadas.

Leia também: Covid-19: Cuidados especiais para pacientes com síndrome de Down

Doenças dermatológicas podem surgir devido a questões psicológicos durante a pandemia de Covid-19 devido ao isolamento social imposto

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Pesquisa: doenças psicodermatológicas na pandemia

Uma pesquisa realizada no início de maio pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos associados de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do país, mostra que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de Covid-19.

De acordo com o levantamento, 47,9% dos consultados indicaram aumento nos atendimentos após o início da pandemia. Essa expansão atingiu até 25%, em comparação ao período anterior, para 59,4% dos psiquiatras entrevistados.

Cerca de 45% dos entrevistados afirmaram ter percebido queda no número de atendimentos, por razões diversas, entre as quais interrupção do tratamento pelo paciente com medo de contaminação pelo vírus, restrições de circulação impostas pelas autoridades e redução no atendimento aos grupos de risco.

A pesquisa da ABP mostra também que 67,8% dos médicos receberam pacientes novos, que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes do início do isolamento social. Outros 69,3% relataram ter atendido pacientes que já haviam recebido alta médica, mas que tiveram recidiva de seus sintomas.

Recomendações

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que algumas pessoas são mais sensíveis a determinadas situações. De acordo com a entidade, pessoas portadoras de transtornos ansiosos e depressivos pioram muito com o isolamento social, uma vez que ficam forçadas a se afastar fisicamente de seus familiares e amigos, além da sensação de aprisionamento.

Esses indivíduos podem desenvolver quadros de pânico, insônia pelas incertezas quanto à doença e ao futuro e, inclusive, pensamentos suicidas.

“Os médicos, em especial os dermatologistas, devem estar atentos para registrar e catalogar, com o suporte de fotos e exames histopatológicos, manifestações cutâneas em pacientes com diagnóstico positivo para a Covid-19. Dessa forma, os profissionais podem oferecer importantes contribuições ao esclarecimento de hipóteses que apontam para possíveis relações entre a Covid-19 e as doenças de pele ou em mucosas detectadas nestes pacientes”, diz a nota publicada no portal da SBD.

Para evitar o agravamento das comorbidades, os médicos devem incluir em suas recomendações bons hábitos; uma alimentação equilibrada com ingestão de líquidos, a manutenção de um bom período de sono e a prática regular de atividades físicas. Banhos de sol diários e terapia online também devem ser priorizados.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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