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Cuidados paliativos e a enfermagem no Brasil

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A inserção da abordagem dos Cuidados Paliativos (CP) no Brasil dentro do sistema de saúde ainda é muito recente, as primeiras iniciativas de serviços datam dos anos 90. Embora em 2018 a Comissão Intergestores Tripartite tenha liberado a Resolução nº 41 de 31 de Outubro que dispõe as diretrizes para organização dos CP dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente menos de 10% dos hospitais brasileiros possuem serviços organizados de CP. A Organização Mundial de Saúde (OMS), determina que uma equipe mínima de CP deve conter pelo menos um profissional médico e outro enfermeiro e devem contemplar de acordo com as demandas, todos os níveis de atenção à saúde.

O objetivo principal ao se incluir os CP nas práticas de saúde deve sempre permear a diminuição do sofrimento diante de doenças progressivas e potencialmente fatais, por meio de controle impecável dos sintomas, identificação precoce de necessidades e prevenção de sofrimentos, sejam eles de origem física, psicológica, social ou espiritual.

Profissionais de enfermagem representam 1,8 milhão dos trabalhadores da saúde, um contingente que corresponde a segunda maior classe profissional do Brasil. Internacionalmente são reconhecidos por representarem o maior grupo de profissionais de saúde e estão preparados 24 horas por dia para prestação dos cuidados direta ou indiretamente em todos os níveis de atenção à saúde, catástrofes e zonas de guerra.

O profissionais de enfermagem recebem formação focada na integralidade do ser, na prestação de cuidados holísticos e centrado na pessoa. Enfermeiros podem desempenhar papéis importantes nas equipes de CP ou de forma independente nas consultas de enfermagem, avaliando os sintomas, gerenciando cuidados, mantendo a continuidade dentro das redes de atenção à saúde, auxiliando famílias no luto e tantas outras atividades.

Diante do cenário nacional que sofre mudanças constantes em relação ao envelhecimento populacional, aumento da sobrecarga de doenças crônicas e nas necessidades populacionais, percebe-se no profissional da Enfermagem um recurso humano estratégico para inserção e disseminação dos CP dentro do sistema de saúde.

Apesar do reconhecimento da importância deste profissional no contexto dos CP, ainda lidamos com o desafio da falta de formação relacionada a esta abordagem e a dificuldade muita das vezes de cuidar dos pacientes em fase final de vida.

A esperança é que a enfermagem volte a se encontrar na essência daquilo que faz de melhor a “arte do cuidar” e como Cicely Saunders, enfermeira e idealizadora dos CP, dizia: “O sofrimento humano só é intolerável quando ninguém cuida”.

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Referências:

  1. ANCP – Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Disponível em: https://paliativo.org.br/
  2. Resolução nº 41 de 31 de Outubro de 2018. Dispõe sobre as diretrizes para a organização dos cuidados paliativos, à luz dos cuidados continuados integrados, no âmbito Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: http://www.in.gov.br/materia//asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51520746
  3. Schroeder K, Lorenz K. Nursing and the future of palliative care. Asia Pac J Oncol Nurs; 2018.
  4. FIOCRUZ/COFEN. Perfil da Enfermagem no Brasil 2013. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/perfilenfermagem/blocoBr/QUADRO%20RESUMO_Brasil_Final.pdf
  5. Gómez-Batiste X, Connor S; editores. WHO Collaborating Centre Public Health Palliative Care Programmes. Building Integrated Palliative Care Programms and Services. 2017.

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