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Delirium em uma UTI Pediátrica terciária: fatores de risco e desfechos

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O delirium em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) está associado a inúmeras complicações, incluindo maior tempo de permanência na unidade e aumento da mortalidade. Objetivando determinar quais são os fatores de risco e os desfechos associados em pacientes pediátricos em uma UTIP terciária, Dervan e colaboradores (2019) realizaram um estudo de coorte retrospectivo, intitulado Delirium in a Tertiary PICU: Risk Factors and Outcomes, e recentemente publicado na revista Pediatric Critical Care Medicine.

paciente com delirium na UTIP

Delirium em pacientes pediátricos

O estudo foi realizado em uma UTIP de 32 leitos em um hospital infantil acadêmico de atendimento terciário em Seattle, Estados Unidos. Todas as crianças internadas na unidade no período de 1° de março de 2014 a °1 de outubro de 2016 foram avaliadas pelo menos uma vez utilizando-se a ferramenta Cornell Assessment of Pediatric Delirium (CAP-D) (n = 2.446). Não foram realizadas quaisquer intervenções.

Resultados

A CAP-D foi aplicada duas vezes ao dia como padrão de atendimento. Utilizando a CAP-D, o delirium foi caracterizado como: 

  • Presença de um escore positivo (CAP-D ≥ 9);
  • Número de dias com escore positivo. 

Os autores construíram modelos multivariáveis ​​de regressão logística e linear usando dados de prontuários eletrônicos. 

Os resultados encontrados foram:

  • Muitos pacientes (n = 1.538; 63%) tiveram uma estadia curta (<48 horas) e menos delirium comparados aos pacientes que permaneceram por um período igual ou superior a 48 horas (30% versus 69%; p <0,0001); 
  • Nos 908 pacientes com tempo de permanência maior ou igual a 48 horas, a presença de delirium foi independentemente associada à idade inferior a 2 anos, à presença de disfunção cognitiva, ao diagnóstico primário e à duração da ventilação mecânica; 
  • Os benzodiazepínicos demonstraram um efeito dose-resposta (odds ratio para presença de delirium, 1,8 (p = 0,03), 3,4 (p <0,001) e 9,7 (p = 0,005) para <25º percentil, 25-75º percentil e> 75º da dose total, respectivamente, versus nenhuma exposição);
  • Em termos de desfechos, a presença de delirium foi associada independentemente ao aumento da permanência na UTIP (p <0,001), enquanto os dias de delirium foram associados independentemente ao declínio da função cognitiva desde a admissão na UTIP até a alta (odds ratio 1,06; p <0,001), aumento da permanência na UTIP (p <0,001) e aumento da permanência no hospital (p <0,001). 

Nem a presença e nem o número total de dias com delirium foram independentemente associados à mortalidade.

LEIA TAMBÉM: Desmame de benzodiazepínicos em UTIP – o que precisamos saber

paciente com delirium na UTIP

Conclusão

Este estudo mostra que o delirium é comum em UTIP, principalmente entre pacientes com tempo de permanência maior ou igual a 48 horas. Além disso, é independentemente associado às características do paciente e às exposições na UTIP, incluindo benzodiazepínicos. Contudo, o papel do delirium como um fator causal independente nos desfechos do paciente requer investigações mais aprofundadas.

LEIA TAMBÉM: Perfil de crianças reinternadas em um ano em UTI Pediátrica brasileira

Autora:

Referências bibliográficos:

  • DERVAN, L. A. et al. Delirium in a Tertiary PICU: Risk Factors and Outcomes. Pediatr Crit Care Med. 2019.
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