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Dia Mundial da Luta contra a AIDS: Quais os avanços e desafios no ano de 2021?

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No dia 27 de outubro de 1988, a Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituíram o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Alguns poucos anos após a descoberta do vírus causador da AIDS,  quase 66 mil pessoas já haviam sido diagnosticadas com o vírus, e, infelizmente, 38 mil já tinham falecido. 

O símbolo da luta contra a AIDS, o laço vermelho, é visto como um sinal de solidariedade e de comprometimento na batalha contra a doença. Ele foi escolhido por sua ligação a cor do sangue e à ideia de paixão. O objetivo deste data, portanto, é estabelecer uma melhor comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.

Para o ano de 2021, o tema da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) é: Acabe com as desigualdades. Acabe com a AIDS. Acabe com as pandemias. 

Em 2019, a OMS e o Ministério da Saúde reconheceram o conceito de indetectável = intransmissível (I = I). Isso significa que pessoas que possuam o vírus HIV, mas que tenham carga viral indetectável por mais de seis meses, não transmitem o vírus por via sexual.

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Cenário atual da luta contra a AIDS

Atualmente, 75% das pessoas vivem com o vírus e conhecem seu estado sorológico. A meta da ONU em 2020 era garantir que esse número chegasse a 90%, e que pelo menos 90% dessas pessoas recebessem tratamento. Dos que receberam tratamento,  a intenção era que 90% se tornasse indetectável. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já se encontram em estágio indetectável.  

Além disso, no campo da prevenção, o SUS coloca à disposição da população as estratégias e tecnologias mais avançadas para a prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP). A PrEP consiste no uso de antirretrovirais, de forma profilática, antes de exposições consideradas de risco.

Outra ação importante, focada na prevenção, é garantir a ampliação ao diagnóstico precoce e ações específicas para populações-chaves para resposta ao HIV.

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Outros tratamentos

Uma forma de tratamento que vem sendo discutida nos últimos anos é o uso da terapia dupla, que consiste na administração de dois antirretrovirais ao invés da terapia clássica, onde se utilizam três drogas. O que vem sendo observado em pacientes com esse tipo de tratamento, onde há a redução do número de medicamentos, é que tende-se a gerar um perfil mais favorável de eventos adversos, menos interações medicamentosas e posologia mais fácil, o que também favorece a adesão ao tratamento.

Contudo, alguns cuidados são importantes antes da prescrição de terapia dupla. É necessário, que se faça uma análise criteriosa e cuidadosa do histórico de tratamentos anteriores do paciente e os motivos que levaram a optar pela troca do tratamento. Quando necessário, uma consulta com um infectologista com experiência nesse tipo de atendimento, pode ser indicada a fim de auxiliar o processo.

Leia também: Crianças acima de 6 anos que vivem com HIV têm nova opção de tratamento

Além da terapia dupla que já é considerada um grande avanço atualmente, a terapia antirretroviral injetável é uma das grandes esperanças no manejo da infecção pelo HIV. Alguns testes vem mostrando resultados promissores. 

É importante salientar que, em meio a pandemia de Covid-19, portadores do vírus HIV devem tomar cuidados redobrados, visto que, quadros respiratórios em pacientes imunocomprometidos podem vir a ser mais graves.

Referências bibliográficas:

 

 

 

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