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O tabagismo é considerado uma verdadeira pandemia. É considerada a maior causa de morte evitável do mundo. Mesmo com legislação que obriga as empresas a mostrarem o dano à saúde diretamente no produto, a diminuição da reprodução do comportamento na mídia, e a criação de políticas publicas para seu combate, ainda sim, preocupa autoridades, enquanto ainda hoje, a organização mundial de saúde revela que um a cada três adultos, fumam ou já fumaram mais de uma vez.

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As consequências do tabagismo

A consequência danosa a população gera relação com cerca de 1 a cada 10 óbitos. Segundo a Organização mundial de saúde o tabaco mata até a metade de seus usuários, cerca de 8 milhões de pessoas a cada ano. Mais de 7 milhões de pessoas morrem por resultado direto do uso, enquanto cerca de 1,2 milhões se relacionam ao fumo passivo. Mais de 80% dos 1,3 bilhão de usuários do tabaco vivem em países de média e baixa renda per capta (WHO, 2020).

Não há níveis seguros de exposição ao tabaco. Podemos considerar todos os tipos de fumo como nocivos a saúde. Podemos considerar como os principais produtos derivados do tabaco, os cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha, dispositivos eletrônicos para fumar, entre outros.

As substâncias presentes no tabaco são danosas para a saúde. A fumaça do tabaco possui cerca de 7.000 compostos e substâncias químicas e pelo menos 69 dos compostos relacionados são substâncias cancerígenas. A nicotina, substância que provoca o vício do fumo, está presente em todos os tabacos é uma substância psicoativa produzindo a sensação de prazer induzindo ao abuso e dependência. Esta é considerada uma dependência, constando no rol da classificação internacional de doenças (CID). O uso provoca modificação o comportamento e o estado emocional, assim com diversas, outras drogas.(WHO, 2021; INCA, 2021)

Leia também: Tabagismo como fator de risco para doença fúngica invasiva

Dados sobre o tabagismo no Brasil

O tabagismo entre adultos no Brasil tem mostrado queda significativa nos últimos anos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima de acordo com estudos da pesquisa nacional de saúde (PNS) que de 1989 a 2019, tivemos drástica redução no comportamento do fumo no Brasil. A expressiva queda relaciona-se de acordo com o estudo com relação a política nacional do controle do tabaco. Nesta pesquisa podemos observar a diminuição do consumo. Entretanto temos que lembrar que a diminuição não revela que o número de pessoas que fazem o uso é baixo, mas que vem cursando em linha decrescente. Podemos observar no quadro a seguir tal redução, segundo INCA (2021):

Pesquisa

Ano

Total

Pesquisa Nacional sobre saúde e nutrição

1989

34,8%

Pesquisa mundial de saúde

2003

22,4%

Pesquisa especial de tabagismo

2008

18,5%

Pesquisa nacional de saúde

2013

14,7%

Pesquisa nacional de saúde

2019

12,6%

(INCA, 2021)

A redução significativa do uso do tabaco, como pode ser vista na tabela acima revela que estamos no caminho certo. Mas vale ressaltar a importância de compreender ainda as vulnerabilidades da política, para que possamos assim atingir números mais significativos. Para compreender a queda é também importante compreender as ações de controle do fumo. Levy, de Almeida, Szklo (2012), revelaram em estudo que em 1990 houve a criação do primeiro imposto especifico de cigarro, aumentando o preço do produto, em 1996 houve o incio das imagens de advertências, restrição de publicidade, leis sobre ambiente livre e aumento de preço, já em 1998, houve a criação da lei sobre acesso de jovens, de 2000 a 2001 houve contundente restrição publicitária, em 2003 e 2006 aumento de imposto de cigarros, e 2007-2009 leis sobre ambientes livre.

De lá pra cá diversos aumentos sobre os impostos das empresas e consequentemente para o consumidor foram criados, além disso, tornou-se obrigatório imagens sobre consequências nos produtos, assim como avisos sobre os danos em relação ao uso. Podemos ver alguns dados no quadro abaixo que foi apresentado pelos autores, Ibid (2012):

prevalencia_do_tabagismo

O dia mundial do combate ao fumo acontece no dia 31/05 e possui o objetivo de reforçar ações internacionais para a sensibilização de toda população mundial e dos governos, geradores de políticas de combate ao uso quanto a mobilização em relação aos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais que causados pelo tabaco.  No Brasil o tratamento do tabagismo acontece a partir do programa nacional de controle do tabagismo (PNCT) em parceria com o INCA. No entanto, a prevenção é o melhor remédio. Principalmente em tempos de Pandemia pelo Covid-19, onde o ato de fumar também esta relacionado ao contágio. Seja pela forma de uso ou pelo compartilhamento de boais para inalar a fumaça, como acontece no caso do narguilé e dispositivo eletrônico. Além disso, o tabagismo aumenta o risco de infecções respiratórias agudas e pode ser complicador associado ao Covid-19. 

Saiba mais: Qual a relação entre a Covid-19, o tabagismo e uso de cigarros eletrônicos?

As ações de prevenção sempre são melhores do que aquelas onde o individuo já está em quadro de adoecimento. Por isso, é importante a prevenção por meio da educação dos jovens. Estes comparados aos jovens das décadas de 60,70, 80 e 90, possuem menor consumo. Culturalmente há uma compreensão do perigos do tabaco e das danosas consequências. Além disso, a ligação direta com a incidência de câncer e a popularização de informação parece refreia um comportamento cultural.

Considerações

As proibições constituídas pelo meio legal são as principais ações que levaram a redução do uso. Principalmente aquelas que enaltecia o uso associando aos prazeres, sucesso e conquista. Entretanto, é preciso que os profissionais da saúde compreendam que mesmo com as devidas reduções. Ainda sim temos alta mortalidade e as complicações são diversas e vem gerando um mal para a sociedade. Por isso é necessário reforçar as ações de prevenção e tratamento em todos os níveis de complexidade. Enfatizo aqui a importância da educação escolar e social no território que pode ser realizada pelas equipes de atenção básica de saúde. 

Referências Bibliográficas

  • INCA. Instituto Nacional do Câncer. Tabagismo – causas e prevenção . Available at: https://www.inca.gov.br/tabagismo. Access in: 12 Mai. 2021.
  • INCA. Instituto Nacional do Câncer. Observatório da política nacional de controle do tabaco. Available at: https://www.inca.gov.br/tabagismo. Access in: 12 Mai. 2021.
  • Levy D, de Almeida LM, Szklo A. O Modelo de Simulação de Políticas SimSmoke do Brasil: O Efeito de Fortes Políticas de Controle do Tabaco na Prevalência do Tabagismo e Mortes atribuíveis ao fumo em uma nação de renda média. PLoS Med, n.9, vol. 11, 2012. 
  • WHO – World Health Organization. Tobacco(2021). Available at: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/tobacco. Access in: 12 Mai. 2021.

 

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