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Ebola no Congo: uma rápida revisão e o cenário atual

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O Ebola é um filovírus causador de doenças negligenciadas, relacionadas à febre hemorrágica, disfunção de múltiplos órgãos e altas taxas de mortalidade (70%, de acordo com a OMS) e que ocorrem principalmente no continente africano.

O diagnóstico pode ser realizado por ensaio imunoenzimático, PCR ou microscopia eletrônica. O tratamento é de suporte, embora existam drogas experimentais e que são utilizadas atualmente. É recomendado isolamento rigoroso.

O contágio está relacionado ao contato com secreções e, embora não possua alta infectividade, pode estar relacionada a epidemias, sobretudo em locais em que culturalmente haja um maior contato com os mortos, em rituais de despedida. As mulheres são mais afetadas, pois tradicionalmente têm um mais contato com os mortos e também com os doentes.

Até 26 de fevereiro de 2019 foram 879 casos da doença (814 confirmados e 65 prováveis), incluindo 553 mortes (taxa de letalidade 63%), sendo 57% dos casos em mulheres e 30% em menores de 18 anos. Os casos foram relatados em sete zonas de saúde na província de Kivu do Norte (Beni, Butembo, Kalunguta, Mabalako Masereka, Musienene e Oicha) e a Zona de Saúde Mandima na Província de Ituri.

Há uma vacina, porém tal profilaxia é muito prejudicada devido às condições locais, inclusive pela violência atrelada a conflitos de milícias. De acordo com a OMS, a imunização foi utilizada em pesquisas envolvendo mais de 16 mil voluntários na África, Europa e nos Estados Unidos, e se mostrou segura, apresentando resultados muito eficazes na proteção contra a doença.

Leia mais: Ebola: conheça o vírus que ressurgiu no Congo recentemente

Nenhum caso da doença foi registrado entre as cerca de seis mil pessoas que receberam o imunizante na Guiné em 2016, contra os 23 casos em pessoas não vacinadas. A vacina, rVSV-ZEBOV, tem eficácia de 100% nos dez dias posteriores à administração de uma dose por injeção intramuscular em uma pessoa não infectada, mas em contato com doentes.

Três tratamentos experimentais também estão sendo usados: mAb114 (13 pessoas), Remdesivir (7 pessoas) e Zmapp (4 pessoas). Vinte e quatro pessoas haviam recebido o tratamento, até dia 04 de setembro de 2018.

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