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Enfermeiros dos EUA são mais propensos a ter pensamentos suicidas do que outros trabalhadores da área de saúde

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Enfermeiros são mais propensos a ter pensamentos suicidas do que outros trabalhadores da área de saúde dos Estados Unidos e são menos propensos a contar a alguém ou pedir ajuda, de acordo com um estudo publicado no American Journal of Nursing em novembro deste ano.

Pesquisadores da Mayo Clinic, sediada em Rochester, Minnesota, entrevistaram 7.378 enfermeiras e 5.198 da sua força de trabalho sobre seu bem-estar geral, com perguntas abrangendo a síndrome de Burnout e depressão. 

Cerca de 38% dos enfermeiros relataram, pelo menos, apresentar um sintoma de Burnout e 43,3% tiveram triagem positiva para sintomas de depressão. Os pesquisadores descobriram que o Burnout estava fortemente associado à ideação suicida entre os enfermeiros.

Saiba mais: Saúde mental de profissionais de enfermagem na pandemia de coronavírus

pensamentos suicidas

Principais motivações

Às características da profissão, somam-se a depressão, o alto nível de exaustão emocional, a sobrecarga de trabalho e a baixa realização pessoal. O risco aumenta em ambientes insalubres, com condições precárias, presença de conflitos internos e exigências da instituição e familiares dos pacientes. 

Aproximadamente 5,5% dos enfermeiros entrevistados relataram ter ideação suicida no ano passado. Entre os demais trabalhadores da área de saúde, esse número foi de 4,3%. 

Os profissionais que relataram pensamentos suicidas também disseram que eram menos propensos do que outros entrevistados a procurar ajuda profissional para seus problemas emocionais. 

Situação necessita de atenção urgente

Os pesquisadores afirmam que suas descobertas indicam que a situação necessita de atenção urgente, e intervenções baseadas em sistemas e práticas precisam ser desenvolvidas e implementadas para lidar com a síndrome de Burnout e os pensamentos suicidas. 

“Embora as descobertas de nosso estudo sejam sérias o suficiente, reconhecemos que o impacto da atual pandemia agravou dramaticamente a situação. A necessidade de intervenções em nível de sistema para melhorar a vida profissional de enfermeiras e outros membros da equipe de saúde é maior do que nunca”, disse a autora do estudo, Liselotte Dyrbye, médica, internista da Mayo Clinic. 

Os resultados da pesquisa acendem um alerta para a necessidade de apoio de qualidade a esses profissionais, uma vez que, ainda de acordo com dados do artigo, 20% a 30% dos enfermeiros têm maior probabilidade de desenvolverem depressão se comparados à população em geral. 

Além disso, entre os profissionais, o suicídio por overdose é o mais comum, o que piora o quadro, uma vez que possuem fácil acesso aos medicamentos.

Leia também: Enfermagem é uma das principais categorias a sofrer com o suicídio

É importante destacar que essa pesquisa foi iniciada no final de 2017, com a coleta de dados realizada em 2018, antes que qualquer um desses enfermeiros fosse confrontado com os efeitos da pandemia de Covid-19. 

Os outros autores são Elizabeth Kelsey, D.N.P., Mayo Clinic; Colin West, M.D., Ph.D., Mayo Clinic; Daniel Satele, Mayo Clinic; Pamela Cipriano, Ph.D., Universidade da Virginia; Cheryl Peterson, American Nurses Association (Associação Americana de Enfermeiros) e Tait Shanafelt, M.D., Universidade de Stanford. 

O estudo foi financiado pelo Programa de Bem-Estar Médico da Mayo Clinic e pela American Nurses Association, sendo baseado no trabalho parcialmente financiado pela National Science Foundation (Fundação Nacional da Ciência), nº da concessão 2041339.

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