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Estudo indica que infarto pode acelerar declínio cognitivo

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Um novo estudo indica que pacientes que enfrentaram um episódio de angina ou IAM apresentam um quadro de declínio cognitivo depois do incidente.

A pesquisa, publicada no Journal of the American College of Cardiology, trabalhou com dados de quase 8 mil pessoas, acima de 50 anos, que não tinham tido angina, infarto ou AVC, nem haviam sido diagnosticadas com demência.

Este estudo incluiu 7.888 participantes (média de idade de 62,1 ± 10,2 anos) sem histórico de AVC ou IAM durante o acompanhamento do Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento. Os participantes foram submetidos a uma avaliação cognitiva no início do estudo (2002 a 2003) e, pelo menos, 1 outro ponto no tempo (entre 2004 e 2017).

Em um período de 12 anos, esses voluntários se submeteram regularmente a testes de cognição. Um de memória, no qual deveriam lembrar de palavras apresentadas dez minutos antes; outro de fluência semântica, quando deveriam citar o maior número de animais em um minuto; e, por fim, um de orientação temporal, respondendo a perguntas sobre o dia da semana, mês e ano.

Durante o período analisado, 5.6% dos participantes tiveram angina ou sofreram um IAM. No grupo de pacientes com angina, houve uma perda significativa da orientação temporal, enquanto os que tiveram um infarto apresentavam declínio de memória e fluência.

Para o coordenador da pesquisa, Wuxiang Xie, PhD do College School of Public Health, em Londres, mesmo pequenas alterações nas funções cognitivas podem resultar em risco aumentado para demência no longo prazo. “Esses pacientes devem ser monitorados para que se possa detectar e intervir precocemente, retardando o processo”, disse.  

Em outro estudo, divulgado pela Sociedade Europeia de Cardiologia, a depressão depois de um infarto é apontada como um importante fator de risco. “Sentir-se um pouco deprimido depois de um ataque cardíaco é natural. O fato de a pessoa estar mais retraída até ajuda na recuperação, mas isso não pode se prolongar indefinidamente”, afirmou o médico Erik Olsson, da Universidade de Uppsala, na Suécia.

Pesquisas anteriores mostraram que o estresse emocional, como depressão e ansiedade, afeta o prognóstico após um IAM. Este foi o primeiro estudo a examinar o prognóstico de acordo com a duração do sofrimento. O estudo sueco incluiu 57.602 pacientes de registros nacionais da SWEDEHEART, que sobreviveram, pelo menos, um ano após um primeiro IAM. Sofrimento emocional (incluindo depressão e ansiedade) foi medido em dois e 12 meses após o IAM. Os pacientes foram seguidos por uma mediana de 4,3 anos.

O estudo mostrou que o estresse emocional persistente ao longo de um ano tem impacto no prognóstico, enquanto o sofrimento de curto prazo não o afeta. Em comparação com aqueles sem sofrimento emocional, os pacientes que se sentiam deprimidos ou ansiosos em ambos os momentos tiveram 46% e 54% mais chances de morrer de causas cardiovasculares e não cardiovasculares, respectivamente, durante o acompanhamento. Os pacientes que se sentiam angustiados apenas não apresentavam risco aumentado.

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Referências:

  • https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109719349289?via%3Dihub
  • https://www.eurekalert.org/pub_releases/2019-06/esoc-ysa060419.php
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