Fiocruz solicita à Anvisa registro definitivo de vacina contra a Covid-19

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Na última sexta-feira, 29, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou o recebimento do pedido de registro da vacina contra a Covid-19 pela Fiocruz. O imunizante em questão é o que foi desenvolvido pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, e que já está sendo aplicado no Brasil em caráter emergencial.

O registro definitivo permitirá à Fiocruz produzir a vacina em território nacional e, até mesmo, comercializar no futuro. Considerando a pandemia, o prazo de resposta da agência é de 60 dias após a solicitação, mas a Anvisa declarou, em nota, que dará “total prioridade na análise” para que possa conclui-la no menor tempo possível.

Veja mais: O menu de vacinas anti-Covid-19: quais as opções temos disponíveis até o momento?

Para isso, a agência, no final de setembro do ano passado, estabeleceu um novo processo para autorização de vacinas contra a Covid-19: a submissão contínua dos dados. Ou seja, as empresas ou instituições poderiam enviar os resultados de seus estudos assim que os tivessem em mãos, mesmo antes do pedido oficial de registro ou de uso emergencial. A AstraZeneca foi a primeira a submeter as informações, em outubro do ano passado.

Os pesquisadores consideram uma eficácia média de 70% da vacina nos estudos de fase 3.

técnico aplicando vacina contra a covid-19

Vacina contra a Covid-19

A vacina de Oxford que está sendo distribuída no Brasil faz parte de uma importação da Índia, que foi aprovada para uso emergencial pela Anvisa. Além dela, a Coronavac também teve aprovação emergencial para o lote importado, mas já solicitou outro uso emergencial, dessa vez das doses produzidas no Butantan com a matéria-prima que foi comprada de fora.

O pedido de registro é uma avaliação mais robusta, já que leva em conta todos os dados dos estudos realizados, além do plano de mitigação de riscos e de monitoramento estabelecido pela empresa ou instituição. A análise deve ser mais detalhada e, por isso, leva um tempo maior que a solicitação de uso emergencial.

Expectativas de produção

Segundo a Fiocruz, a expectativa é que sejam produzidas 50 milhões de doses até abril, usando a matéria-prima que foi importada, e até julho, mais 100,4 milhões. No segundo semestre, após uma nova importação de insumos, a instituição planeja produzir mais 100 milhões de doses da vacina até dezembro.

Vacinação no Brasil e no mundo

Até o momento, segundo o mapa de vacinação do Portal G1, 24% das doses recebidas pelos estados já foram aplicadas, alcançado mais de 2 milhões de pessoas. Entre elas, profissionais de saúde, pessoas com 75 anos ou mais, idosos acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e povos indígenas.

Leia também: Vacinação contra a Covid-19: quais profissionais de saúde devem ser priorizados?

No mapa mundial de vacinação, elaborado pela Universidade de Oxford, o Brasil está em oitavo lugar no ranking de quantidade de doses aplicadas. Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar, com mais de 31 milhões de aplicações, a China em segundo, com mais de 22 milhões, e o Reino Unido em terceiro, com 9 milhões.

Em relação à porcentagem da população, Israel sai na frente, com 54,7 doses aplicadas por cem pessoas – o que não significa, necessariamente, 54% da população vacinada, já que algumas pessoas já podem ter recebido a segunda dose. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em segundo lugar, com 33,7 doses por cem pessoas, e o Reino Unido em terceiro, com 13,9.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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