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Fraturas expostas: terapia por pressão negativa reduz chance de infecção com relação ao curativo convencional?

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As fraturas expostas seguem tendo apresentações devastadoras no trauma ortopédico, muito associadas com infecções superficiais e profundas e distúrbios da consolidação. Tudo isso está relacionado com elevados custos para o sistema de saúde e queda da qualidade de vida. Uma vez que o tratamento inicial foi instituído, é realizada a cobertura da ferida, que pode ser feita com troca de curativos não aderentes ou colocação da terapia por pressão negativa. Essa última é capaz de remover fluidos, promover angiogênese e ativação de divisão celular, porém com elevado custo.

Recentemente, um estudo clínico randomizado comparou os dois modelos de tratamento das feridas por 12 meses, não encontrando diferença significativa nos resultados entre os dois métodos. Foi publicado esse mês na revista “Bone and Joint Open”, um novo ensaio clínico randomizado desenvolvido em 41 hospitais da Austrália, Canada, Índia, Noruega e Estados Unidos com o objetivo de comparar o tratamento de ferida convencional após fraturas expostas com o tratamento por terapia por pressão negativa no que diz respeito à taxa de infecção e qualidade de vida.

fraturas expostas

O estudo

Foram selecionados 1.322 pacientes com fraturas expostas do membro inferior Gustilo-Anderson II ou III. Desses, 1056 receberam o tratamento convencional com troca de curativos enquanto 266 receberam a terapia por pressão negativa com média de duração de 11,5 dias.

A probabilidade de desenvolver uma infecção profunda que requer tratamento cirúrgico dentro de 12 meses da cirurgia inicial foi 4,52 vezes maior em pacientes que receberam a terapia por pressão negativa em comparação com aqueles que receberam um curativo padrão (intervalo de confiança de 95% (IC) 1,84 a 11,12; p = 0,001). No geral, 1.040 participantes foram incluídos na análise de qualidade de vida, e aqueles tratados com pressão negativa tiveram média estatisticamente significativamente menor no SF-12 (12-Item Short-Form Health Survey) pós-fratura (p < 0,001). Esses dados não atingiram a diferença minimamente importante para a mudança de categoria no SF-12.

Leia também: Imobilização ou fixação externa temporária para fratura-luxação fechada do tornozelo?

Conclusões

A conclusão do estudo demonstrou que pacientes tratados com terapia por pressão negativa apresentaram maiores índices de infecção em 12 meses de pós-operatório quando comparados a troca de curativos convencional. Entretanto, há possibilidade de viés pelo fato das lesões mais graves provavelmente terem sido tratadas com a terapia por pressão negativa.

No nosso meio, a terapia à vácuo, como é também conhecida, não é realidade da maioria dos hospitais devido ao alto custo relacionado à sua utilização. Entretanto, nos lugares que dispõem dessa ferramenta, é notável o aumento da velocidade em que as feridas alcançam a granulação. Mais ensaios clínicos randomizados são necessários para comparar as taxas de infecção, reduzindo ao máximo os riscos de viés.

Referências bibliográficas:

  • Atwan Y, Sprague S, Slobogean GP, Bzovsky S, Jeray KJ, Petrisor B, Bhandari M, Schemitsch E; FLOW Investigators. Does negative pressure wound therapy reduce the odds of infection and improve health-related quality of life in patients with open fractures? Bone Jt Open. 2022 Mar;3(3):189-195. doi: 10.1302/2633-1462.33.BJO-2021-0199.R1. PMID: 35236110.

 

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