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síndrome da dor patelofemoral

Gonartrose: saiba como identificar e tratar a artrose do joelho

Essa semana no Portal da PEBMED falamos sobre o que é e como tratar a Gonartrose. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, separamos os critérios sobre apresentação clínica e diagnóstico da artrose do joelho.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Anamnese

Paciente queixa-se de dor de caráter progressivo, localizada, inicialmente, tornando-sedifusa com a progressão. Dor piora aos esforços, podendo doer em repouso nos casos avançados ou de necrose.

Dor ao sentar, agachar ou subir escadas sugere um componente patelofemoral ou meniscal.

Joelho apresenta dor, inchaço e crepitação, resultando em diminuição da mobilidade articular. Descartar dor referida de coluna e quadril.

Avaliar possibilidade de doenças inflamatórias, como artrite reumatoide; devem ser tratadas para evitar a progressão e acometimento de outras articulações.

História de fraturas e cirurgias prévias.

Avaliar idade cronológica e fisiológica, grau funcional do joelho e expectativas do paciente – são essenciais para avaliar melhor conduta.

Fatores de risco:

  • Obesidade;
  • Idosos;
  • Sexo feminino;
  • Lesão meniscal;
  • Doença inflamatórias (artrite reumatoide);
  • Doença hematológica (hemofilia, anemia falciforme);
  • Desvio de eixo em varo e valgo;
  • Fratura articular prévia;
  • Doenças congênitas (Blount);
  • Infecção prévia (artrite séptica).

Marcadores de gravidade: Doença inflamatória e infecciosa, desvio de eixos acentuados e limitação do arco de movimento.

Epidemiologia:

  • A incidência aumenta com envelhecimento, de modo que na população > 60 anos de idade 10% dos homens e 18% das mulheres apresentam gonartrose. Nos EUA acredita-se que 85% da população > 75 anos apresente gonartrose. Na Europa,na população acima de 80 anos, 55% das mulheres e 22% dos homens apresentam artrose.
  • Obesidade o risco de desenvolver gonartrose maior em pacientes com IMC > 30,geralmente associado diabetes e desvio de eixo.
  • Compartimento medial apresenta maior incidência de osteoartrose, cerca de 75%.
  • Desalinhamento em varo e valgo. Desalinhamento em varo aumenta 4 vezes a chance de progressão da artrose e valgo aumenta em 5 vezes.
  • Lesão meniscal leva lesão da cartilagem progressivamente, resultando em artrose.

Exame Físico

  • Avaliar cicatrizes no joelho, podendo indicar cirurgias prévias, geralmente meniscectomia; e eixo mecânico do membro inferior.
  • Avaliar, na marcha, a função e instabilidades.
  • Paciente geralmente apresenta marcha antálgica em flexão ou recurvatum.
  • Avaliar arco de movimento (ADM) bilateralmente, geralmente encontra-se diminuído no lado acometido de 5-100°, com crepitação associado a artrose patelofemoral.
  • Avaliar localização da dor, se a artrose acomete os três compartimentos ou apenas um; e estabilidade ligamentar.

Exame físico e exames radiológicos, radiografia simples.

Exames de rotina:

  • Radiografia joelho anteroposterior (AP) com carga, perfil e axial de patela.
  • Radiografia panorâmica dos membros inferiores. Avaliar eixo mecânico.
  • Radiografia joelho PA com 45° de flexão. Incidência de Rosemberg.

Achados radiográficos:

  • Diminuição do espaço articular;
  • Osteófitos;
  • Aplainamento condilar femoral;
  • Esclerose subcondral;
  • Obliteração do espaço articular;
  • Osteonecrose;
  • Redução do intercôndilo;
  • Afilamento das espinhas;
  • Corpos livres, condrocalcinose.

Tomografia geralmente é dispensável, pode auxiliar no diagnóstico diferencial.

RM pode ser utilizada na fase inicial da osteoartrite, quando há poucas alterações radiográficas. Pode visualizar lesão na cartilagem, lesão meniscal, lesão osteocondral e edema subcondral. Mais sensível que a radiografia.

Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

Um comentário

  1. Mario Soleto

    Trabalho em uma área extremamente pobre, e só tenho ibuprofeno pra tratar esse tipo de paciente, qual seria a segunda opção mais em conta ??

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